Tratamento para fratura na coluna

A gravidade concernente a uma fratura na coluna vertebral, ou espinha dorsal, trata-se de uma complicação que pode acarretar danos profundos ao indivíduo, como a imobilização definitiva das pernas ou de todo o corpo, situação que varia de acordo com a vértebra em questão e conforme o nível de avaria sofrido por ela.

Tratamento para fratura na coluna

Na ampla maioria dos casos, as fraturas provocadas sobre a espinha dorsal são decorrência de acidentes, que podem acontecer no trânsito, durante a execução de determinadas atividades esportivas, e após a queda de locais com altura consideravelmente elevada.

Entretanto, cabe enfatizar que os acidentes não são o único elemento que motiva uma contusão na coluna vertebral, pois ela pode surgir como resultado de alguns problemas crônicos de saúde, como tumores desenvolvidos no interior dos ossos e a osteoporose, que acabam provocando perda da densidade óssea e, consequentemente, o enfraquecimento dos ossos.

 Tratamento para fratura na coluna

Quando a fratura da coluna não é grave a ponto de ter atingido a medula espinhal, uma das opções de tratamento para fraturas na coluna é por meio do uso de gesso, colar cervical, ou colete de Jewet.

Geralmente, como tratamentos conservadores (que não consideram a hipótese de cirurgia), esses materiais costumam ser mantidos por períodos que vão de 60 a 90 dias.

No entanto, quando a medula espinhal também é lesionada, a única alternativa é submeter o indivíduo a uma intervenção cirúrgica.

Neste processo, o cirurgião instala uma estrutura metálica que passa a exercer a função de suportar o peso corporal e realinhar a espinha dorsal.

No decorrer do tratamento efetuado apenas através do uso do colar cervical, ou do colete, ou ainda durante o período pós-cirúrgico, o médico ortopedista costuma recomendar sessões fisioterápicas ao paciente.

Essa orientação se torna ainda mais comum nos casos nos quais a medula espinha foi profundamente afetada.

Os principais objetivos dos exercícios são promover a melhora da circulação sanguínea na região, prevenir o aparecimento de escaras, e evitar o atrofiamento dos músculos.

Em casos específicos, o fisioterapeuta pode acreditar que seja pertinente o uso do Maganetron, um equipamento usado no método alternativo de tratamento denominado magnetoterapia.

Nele, o profissional aplica sessões de campos magnéticos na área do corpo afetada. Esses campos têm a função de motivar a restauração óssea, o que facilita a solidificação da parte do osso que tenha sofrido ruptura.

Também é importante destacar que a maneira como os tratamentos são conduzidos interfere na qualidade dos resultados conquistados.

Assim, quando os  métodos são conduzidos inapropriadamente, o problema da coluna pode piorar sensivelmente, com riscos de deixar o paciente paralisado. Esse risco se torna ainda mais evidente caso a medula espinhal ainda não tenha sofrido qualquer dano.

Cuidados a serem tomados ao se fraturar a coluna

Existem medidas que contribuem para diminuir as chances do paciente sofrer problemas mais graves depois de a coluna ter sido lesionada.

Desse modo, é altamente recomendado que, nos primeiros dias após a fratura na coluna, o paciente limite seus movimentos àqueles previamente estabelecidos pelo ortopedista, permanecendo em repouso quase pleno.

Também é importante deixar as pernas levemente soerguidas, tendo o cuidado de providenciar 2 travesseiros para instalá-los sob os pés, a fim de favorecer uma melhor circulação do sangue.

Quando for retomar as atividades rotineiras e com às quais estava acostumado, o paciente deve realizar esse retorno gradativamente.

As atividades que exijam muita intensidade dos movimentos do corpo, incluindo a prática de esportes, como natação, corrida, e ciclismo, devem ser realizadas após um longo período, que dependerá no nível de fratura na coluna.

Quaisquer dúvidas sobre o assunto devem ser expostas ao médico responsável pelo caso.

Por último, outro cuidado significativo diz respeito aos movimentos repentinos. Logo, atos considerados simples e às vezes automáticos, como girar o pescoço ou o tronco, devem ser totalmente revistos.

Além de provocarem dores profundas, caso o paciente se esqueça que não deve executá-los pode acabar complicando os possíveis resultados proporcionados pelo tratamento.

Durante esse período delicado de convalescença, típico de quem sofreu um traumatismo na coluna, métodos alternativos de recuperação, como a hidroterapia, demonstram ser opções extremamente benéficas ao paciente.

Afinal, como os exercícios são efetuados sob a água, as dores sentidas durante as sessões de fisioterapia são amenizadas.

Logo, a hidroterapia estimula o paciente a realizar os movimentos completos estabelecidos pelo programa fisioterápico e com a quantidade de repetições requerida.

Uma vez em convalescença, é igualmente fundamental que o paciente consiga manter uma dieta alimentar balanceada.

O cardápio deve ser repleto de alimentos altamente concentrados em vitamina D e cálcio, nutrientes essenciais para a manutenção da boa saúde óssea, principalmente quando o paciente possui idade avançada e tenha sofrido uma ruptura da coluna motivada pelos efeitos nocivos da osteoporose.

Possíveis complicações de uma fratura na coluna

Depois de a coluna ter sido lesionada, o conjunto de nervos formados pela medula espinhal, que atravessa a própria coluna, também pode ser afetado.

Com isso, os movimentos do corpo situados abaixo da posição de fratura podem ser totalmente prejudicados.

Partindo desse princípio, é fácil perceber que uma lesão incidida sobre a coluna cervical, que nada mais é do que a parte da coluna localizada na região do pescoço, tem propensão a acarretar uma paralisação de todo o corpo.

Por outro lado, quando a contusão acomete a coluna torácica, a imobilização do corpo tende a se restringir às pernas.

Enquanto isso, uma lesão sobre a coluna lombar também pode causar paralisia das pernas, mas igualmente provocar incontinência fecal ou urinária.

De um modo geral, essas complicações acontecem de maneiras diferenciadas. Isso significa que, embora na maioria dos casos elas surjam instantaneamente depois de o indivíduo lesionar a coluna, elas também podem ocorrer no intervalo entre o acidente e o deslocamento do paciente para uma unidade hospitalar, ou ainda logo após o paciente começar a realizar o tratamento.

As lesões provocadas sobre a coluna não necessariamente afetam a medula espinhal, restringindo-se, nesses casos, aos ossos.

Nessas circunstâncias, as chances de sequelas com consequências graves são praticamente descartadas.

Assim, cabe ao paciente simplesmente seguir as recomendações do ortopedista a fim de que o organismo consiga providenciar a restauração da vértebra rompida.

O que Procura?

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *