Tratamento para Pé Torto Congênito

O tratamento para pé torto congênito poderá ser variado, podendo este problema ser resolvido por métodos mais tradicionais ou recorrendo a uma cirurgia.

O pé torto congênito é um problema de nascença em que o bebê nasce com um ou ambos os seus pés virados para dentro, devido a uma malformação que ocorre ainda durante o período de gestação.

É importante que o tratamento seja feito da forma mais rápida possível, idealmente logo nas primeiras semanas depois do nascimento. Tal é importante para evitar a permanência de malformações para períodos subsequentes da vida do bebê.

Caso o tratamento seja atempado e eficaz, existem fortes hipóteses de a criança ainda vir a conseguir andar normalmente e a deformação ser ultrapassada com sucesso.

O método mais conservador e tradicional já mencionado é o método de Ponseti, que é um método que se centra na colocação de gesso no bebê como forma de manipular a posição dos seus pés. O método inclui ainda a utilização de umas botas ortopédicas.

A outra forma referida de tratar o Pé Torto Congênito é através de cirurgia, que quando combinada com fisioterapia poderá corrigir de forma mais definitiva e eficaz o problema do pé torto congénito.

Tratamento conservador para pé torto congênito

O tratamento mais conservador para o pé torto congénito é então o método de Ponseti. Este tratamento consiste geralmente no seguinte conjunto de passos:

  1. O pé do bebé é primeiramente manipulado, sendo colocado gesso semanalmente depois da manipulação. Esse gesso deve ser trocado, como já referido, semanalmente, e tal deverá ser feito durante cerca de 5 a 7 semanas. A cada semana que passa o médico deverá manipular mais um pouco o pé do bebé, num processo gradual que é feito para que não seja causada dor no bebé;
  2. Anteriormente à coloração do último gesso, o médico deverá fazer a tenotomia do tendão do calcanhar, o que consiste na anestesia do pé do bebé como forma de se conseguir manipular o seu tendão;
  3. O último gesso deverá ficar no bebé durante 3 meses sem interrupções para que o processo possa ser eficaz;
  4. Depois de passados os referidos 3 meses, o bebé deverá a partir desta altura começar a usar umas botas ortopédicas especiais. Trata-se aqui de umas botas que possuem uma barra no meio a uni-las, e que forçam o bebé a ter os seus pés virados para fora, para terminar a correcção. Estas botas deverão ser utilizadas durante cerca de 23 horas por dia e durante um período de mais 3 meses;
  5. Após passarem os 3 meses de utilização das botas ortopédicas, o bebé deverá passar a utilizá-las apenas 12 horas durante a noite e cerca de 4 horas por dia até a criança fazer 3 ou 4 anos de idade, dependendo depois da indicação do médico sobre o assunto. Este último passo é importante para que todo o processo seja eficaz e para que não haja retrocessos na recuperação.

As botas ortopédicas têm um fim médico, não sendo de todo o mais confortável para o bebé. Principalmente na fase inicial o bebé irá demonstrar desconforto, mas com o tempo ele irá habituar-se às botas e conseguirá mover-se de uma forma mais natural.

Quando este método é aplicado no tempo adequado e realizado de forma correcta poderá conseguir resultados excelentes, sendo mesmo possível o bebé vir a conseguir andar de forma completamente normal e sem qualquer tipo de limitações.

Tratamento cirúrgico para pé torto congênito

Para além do método de Ponseti, existe ainda a alternativa da cirurgia como forma de resolver o problema.

Geralmente, opta-se pela cirurgia apenas em casos em que o método de Ponseti já foi utilizado mas não resultou. Nomeadamente, depois dos gessos todos serem colocados e retirados, caso não se observem resultados satisfatórios.

Idealmente, a cirurgia quando feita deverá ser feita entre os 3 meses e 1 ano de idade do bebé. Mesmo depois desta operação será necessário usar gesso durante pelo menos 3 meses.

É relevante contudo que se tenha a noção que o pé torto congénito não é curado por uma cirurgia. Esta irá sim melhorar a aparência do pé do bebé e permitir-lhe uma mobilidade mais significativa, podendo mesmo andar.

No entanto, a longo prazo provoca a perda de força nos músculos do bebé, nomeadamente nos pés e nas pernas, podendo mesmo vir a surgir dor depois da fase de crescimento (depois dos 21 anos).

Contudo, se a cirurgia for devidamente complementada com fisioterapia, é possível que os problemas musculares abordados sejam ultrapassados e o bebé tenha um crescimento mais normal e sem problemas de maior a um prazo de tempo mais alargado.

Fotos

Foto de Pé Torto Congênito

Informações que lhe podem ser Úteis:

Faça uma Pergunta ou Comentário
Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Última atualização da página: 15/01/2018 às 10:53 horas por: Diogo