Trissomia 21: Como vai ser o Futuro do meu filho?

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018 - Publicado a 19 de outubro de 2011

Em termos gerais, ao atingirem a idade adulta, as crianças com trissomia 21 conseguem funcionar com bastante independência.

Cada vez menos adultos com trissomia 21 ficam em casa (exceto por escolha própria). Isso deve-se à tendência para a vida comunitária, como casas e apartamentos onde vivem juntos, num ambiente que fomenta a independência e a autoconfiança, assim como melhores perspetivas para prosseguir estudos superiores.

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Os adultos com trissomia 21 tomam conta de si próprios, têm empregos e desfrutam da companhia da família e dos amigos.

Como já esplicámos em outras matérias a legislação em vigor protege todas as pessoas com deficiência contra a discriminação que no passado as privou de tantas oportunidades.

Assim, hoje em dia, estas pessoas têm oportunidades reais de aprendizagem, crescimento e produtividade ao longo da vida.

Mas, para conseguir alcançar-se a independência e a autoconfiança, é preciso um grande esforço. No essencial, as bases que permitirão ao seu filho crescer e tornar-se um adulto capaz exigem um trabalho árduo durante os primeiros anos de vida.

À medida que as crianças com trissomia 21 crescem, é frequente os pais preocuparem-se com a sua capacidade de reprodução.

Essa preocupação varia, consoante se trate de um rapaz ou de uma rapariga. Muitos – se não mesmo todos – os homens com trissomia 21 não podem ter filhos, devido ou à inexistência (ou baixa contagem) de espermatozoides.

Existem, no entanto, dois casos confirmados de homens com trissomia 21 que conseguiram ser pais.

São necessários mais estudos para melhor compreender a incidência precisa e as causas da infertilidade nos homens com trissomia 21. Mas, férteis ou não, todos os homens com trissomia 21 crescem e atingem a maturidade sexual.

As mulheres com trissomia 21 são férteis. Várias mulheres com trissomia 21 conseguiram levar gravidezes até ao termo e ter bebés com e sem trissomia 21. Mas os seus óvulos contêm provavelmente o cromossoma 21 suplementar. Consequentemente, quando as células dos óvulos se dividem na meiose, há uma hipótese de 50/50 de a célula-filha receber esse cromossoma 21 suplementar.

Isso significa que há cerca de 50% de hipóteses de um óvulo que é fertilizado ter um cromossoma suplementar. Embora a probabilidade de aborto espontâneo seja mais elevada em embriões com trissomia 21, a hipótese de um bebé gerado até ao termo ter trissomia 21 é inferior a 50%.

Os bebés nascidos de mães com trissomia 21 correm um risco maior de nascerem prematuros, terem peso a menos e sofrerem de outros problemas congénitos, além de trissomia 21. É importante conversar com o seu filho sobre educação sexual e métodos de contraceção, à medida que eles forem crescendo.

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