Turismo Náutico de Portugal
Fotos Antes e Depois

Turismo Náutico

Hoje vou falar sobre o turismo náutico em Portugal e operações marítimo-turisticas, não só como frequentador de zonas balneares mas tambem como um Portugues que deseja ver o seu País aproveitar as suas melhores qualidades e mais-valias.

Vivemos num País que tem no turismo, nas suas variadas formas, uma das suas grandes fontes de riqueza. Se o turismo, de uma maneira geral, tem vindo ao longo dos anos a ser fortemente divulgado e modernizado, não só na requalificação de antigas quintas e casas Senhoriais, transformando-as no chamado turismo de habitação e turismo rural, não só na requalificação de antigos Castelos, Palácios e Mosteiros, transformando-os em modernas unidades de hotelaria mas também e mais recentemente na área do turismo-náutico. É notória a intenção da Comunidade Económica Europeia em apostar no desenvolvimento do turismo ligado ao mar. 

Facilmente observamos essa intenção se nos documentarmos ou consultarmos todas as normas Europeias que, durante estes 2 ou 3 últimos anos, foram aprovadas que visam dotar as empresas de turismo-náutico de mais e melhores capacidades e de mais e melhor qualidade na prestação desses serviços. Observando os valores deste ultimo quadro comunitário de apoio (III CREN) facilmente nos apercebemos que já está a haver uma forte aposta nesta área.

Portugal é, sem dúvida, uma das principais referências na procura europeia de praias e mar. Havendo vontade e honestidade podemos tornar este pequeno País numa referência única a nível europeu. Se pensarmos que a nossa costa não se limita ao continente depressa nos lembramos de 2 jóias que Portugal tem plantadas no meio do Oceano Atlântico, o arquipélago dos Açores e o arquipélago da Madeira.

Com a quantidade, qualidade e diversidade da costa atlântica Portuguesa temos, obrigatoriamente, de analisar o fenómeno do turismo-náutico e das operações marítimoturísticas a que esta espécie de turismo está ligado. É notório que as altas personalidades da nação já se
aperceberam dessa situação. Vejamos, Cavaco Silva, Ex.mo Sr. Presidente da República, afirmou durante as “Jornadas para a Ciência e Tecnologia do Mar”, que se realizaram em Outubro do ano passado no Algarve, Sines e Açores, que “Não basta o mero sublinhar do nosso potencial, nem a retórica das virtualidades da aposta no mar. É preciso passar à acção, tirar partido das oportunidades geradas pela economia do mar.”, e segundo fonte da Presidência, Cavaco Silva quer chamar a atenção para a riqueza e tecnologias do mar.

Fonte de inspiração e orgulho terão de ser os estudos lançados em 2006, se a memória não me falha, pela organização mundial “Greenpeace” e que colocou os Açores em 4º lugar Mundial, estudos esses baseados na qualidade do mar e da água, qualidade ambiental, fauna e flora subaquática, entre outros factores. Já na edição de Novembro/Dezembro de 2007 da revista “National Geographic”, esta colocou os Açores em 2º lugar mundial, como melhor destino turístico, entre 111 ilhas e Arquipélagos.

Infelizmente essa mesma revista colocou a Madeira no 70ª posto, isto apesar da sua reputação de turismo de alta qualidade, belas paisagens, magníficos jardins, canais de água antigos, religiosidade marcante e o charme do fado, foi largamente penalizada pelo desenvolvimento massivo da hotelaria e dos edifícios demasiado altos. Como ponto de sustentabilidade e desenvolvimento do turismo em zonas balneares estão as operações marítimoturísticas. Muitas ofertas podemos ter para os turistas que nos procuram.

E, sabendo aproveitar e preservar o mar, teremos encontrado mais um factor de ajuda e desenvolvimento do turismo nacional. Já há muitos e longos anos que é comum observarmos nas praias, rios e barragens o aluguer de motos de água, “gaivotas”, pratica de sky-aquático, do parapente, os passeios de “banana”, entre tantas outras actividades. Podemos, igualmente, observar que nos últimos 10 anos tem aumentado o número de mergulhadores com escafandro que frequentam as nossas águas, levando à criação de novas empresas nesta área e onde temos nos Açores e na Madeira “spots” de mergulho do melhor que há no mundo!

Outro fenómeno em grande crescimento a nível mundial é a observação de cetáceos. Esta nova forma de turismo-náutico que começou a surgir nos finais dos anos 80 com a proibição da caça à baleia tem vindo a aumentar e a melhorar destes últimos anos. Para, quem como eu, é conhecedor e frequentador das Ilhas Açorianas pode, facilmente, constatar esta mais-valia, onde rapidamente nos apercebemos que além de ser mais uma oferta turística, o “Whale and Dolphn Watching” é uma fonte de criação de emprego.

Para se poder servir cada vez mais e melhor os milhares de turistas, nacionais e estrangeiros, que procuram um dia cheio de emoções em pleno mar e na companhia de belos golfinhos e imponentes baleias, as empresas têm recrutado cada vez mais funcionários e que vão desde o recepcionista, ao guia, ao skypper de embarcações, ao biólogo marinho até ao recém criado “técnico de operações marítimoturísticas”. Mas mais actividades na área do turismo náutico e operações marítimo-turisticas têm surgido como são os exemplos do aluguer de barcos a motos, os charters em veleiros e a pesca desportiva de alto-mar.

Esta última que podemos encontrar em grande expansão nos arquipélagos nacionais e mundialmente conhecida por “Big Game”. Não querendo ensinar nada a ninguém, penso que as agências de viagens nacionais deviam começar a apostar em pacotes de férias, onde a prática de actividades náuticas, nas variadas formas, estivesse englobada, e direccionados a destinos nacionais. Com a quantidade de actividades marítimo-turísticas que Portugal dispõe, sabendo aproveitá-las, melhora-las e divulgá-las teremos todas as condições para realmente podermos dizer “vá para fora cá dentro” e cativarmos, cada vez mais, o turista estrangeiro.

Sendo um adepto confesso do turismo de qualidade e não do turismo de massas, acho possível termos de tudo um pouco, e conciliarmos estas duas vertentes do turismo, encontrando um equilíbrio entre tudo e todos. Não se pretende que este artigo seja meramente de opinião mas também de elucidação e sensibilização da mais-valia que o mar e as suas tecnologias e operações marítimo-turísticas são e que podem e devem ser fontes de desenvolvimento e de criação de novas empresas e postos de trabalho.

Sendo Portugal um País que deu novos mundos ao Mundo e que foi pioneiro em muitas artes náuticas e de velejar, não nos devíamos esquecer que foi o mar que nos tornou num dos maiores Impérios do Mundo e, talvez seja esse mesmo mar que nos possa ajudar a tornar este País num local onde se possa viver com qualidade e dignidade!!! Não nos esqueçamos, também, que uma das organizações a nível Mundial de que mais nos orgulhamos nos últimos anos foi a “EXPO 98” e que teve como tema “Os Oceanos”.

Não sendo um activista mas sendo alguém que durante alguns meses por ano trabalha na área do mergulho e da observação de cetáceos espero que compreendam a necessidade de se preservar os Oceanos, não só como fonte de vida mas, também, como fonte de emprego.

2 Comentários no Fórum

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  1. ITÁLIA, MERCADO PRIORITÁRIO À PROMOÇÃO DO BRASIL

    Pensando na tendência de crescimento do turismo náutico em Porto Seguro, o Vice – Comodoro do YATCH CLUB e Diretor da IMOPLANET Luigi Rotunno estará representando o setor na BIT de Milão – Itália entre os dias 17 e 20 de fevereiro.
    Na 31ª edição da feira o empresário Luigi Rotunno acredita no potencial do destino Mutá e em particular no turismo náutico, daí a representação na BIT – Bolsa Internacional do Turismo.
    Segundo Luigi Rotunno, a Itália é um mercado prioritário para a promoção do Brasil no Exterior: “Não é de hoje que italianos freqüentam as praias brasileiras e Porto Seguro hoje é uma das mais procuradas. Com essa abertura no mercado italiano, o Brasil tem sido uma segunda casa de italianos apaixonados pelo verão brasileiro”.

    SETOR NÁUTICO TERÁ REPRESENTAÇÃO NA ITÁLIA

    Com um destaque no mercado italiano mostrada em números altíssimos, nos últimos dois anos, de acordo com a pesquisa da Embratur, o Brasil é destaque não só por suas belezas naturais e uma gastronomia que deixa qualquer um com água na boca, mas também por sua hospitalidade. Ciente dessa avaliação, Luigi Rotunno, vice – comodoro do YATCH CLUB DE PORTO SEGURO e Diretor Geral da IMOPLANET, estará participando da Bolsa Internacional de Turismo – BIT em Milão – Itália.
    Certo de que o setor náutico é um dos grandes potencializadores do turismo na região da Costa do Descobrimento e em particular, na Praia do Mutá onde fica localizado o YATCH CLUB DE PORTO SEGURO, o empresário investe e acredita neste setor que, segundo ele, vem fomentando o turismo na cidade. Mutá – Costa do Descobrimento – Porto Seguro estarão sendo representados por quem trabalha, acredita e se dedica ao setor náutico.

  2. Para começar devo-lhe dizer que gostei muito da forma como abordou o tema do mar e das vertentes e potencialidades que este tem e ainda pode trazer para o nosso País.

    Estou a realizar um trabalho para uma apresentação em que o tema consiste no Turismo Náutico nos Açores, se me pudesse indicar algum material sobre isto ou enviar agradeçia-lhe.

    Com os melhores cumprimentos

    Hugo Melo

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