Uva

A uva é um fruto que cresce em cachos apertados. A sua polpa é branca ou púrpura e tem um sabor doce.

Consome-se como fruta fresca ou sumo, embora a sua utilidade principal seja a elaboração de vinhos.

Também se podem fazer conservas de uva. Contém diversos minerais e vitaminas e são-lhe atribuídas propriedades antioxidantes e anticancerígenas.

Desvende os 8 Benefícios da Uva Preta

A uva é uma fruta carnuda, de forma arredondada, que cresce em cachos compostos por muitos bagos.

A sua pele pode ser esverdeada, amarelada ou púrpura, e a polpa é sumarenta e doce, contendo várias sementes ou grainhas.

É uma fruta conhecida desde há muito tempo pelo homem, e, embora se consuma em fresco, o seu principal uso é a elaboração de vinho.

Em cru constitui uma excepcional fruta de mesa, e pode combinar-se com outras frutas em macedónia.

Grande parte da produção destina-se à obtenção de vinhos e mostos, enquanto das suas sementes se extrai o óleo de grainha de uva.

Da secagem dos cachos obtém-se as uvas passas, e conhecem-se múltiplas conservas de uva, como os bagos de uva em caramelo, o xarope de uva, uvas em álcool e geleia de uvas.

As uvas são um alimento que fornece minerais e vitaminas ao organismo.

É uma das frutas com mais hidratos de carbono, contudo o seu calórico não é demasiado elevado.

Contém resveratrol, um composto antioxidante e anticancerígeno, e desde a antiguidade são-lhe atribuídas diversas propriedades curativas.

Tipos e variedades de uvas

Existem múltiplas variedades de uva, que se podem classificar em uvas para mesa, para passas, para a obtenção de mostos, para conserva e para vinificação.

Dentro deste último grupo encontra-se o maior número de variedades, uma vez que a produção de vinho é o principal uso da videira. Também se diferenciam uvas tintas e brancas, segundo o tipo de vinho que originam.

Uvas Autumn Royal sem sementes

As diferentes variedades de uva podem-se classificar segundo o seu uso.

Uvas para mesa: estas variedades são destinadas ao consumo em fresco.

Dão uvas grandes, de tamanho e cor uniformes. Os cachos que formam não são compactos, para facilitar o consumo. Existem uvas de mesa de três tipos: brancas, tintas e negras.

As variedades brancas mais conhecidas são ‘Almería’, ‘Itália’, ‘Chasselas’, etc. Algumas variedades tintas são ‘Cardinal’, ‘Chasselas dorée’, ‘Emperor Queen’ e ‘Moscatel tinta’. Entre as negras estão a ‘Moscatel de Hamburgo’, ‘Alphonse Lavallé’ e ‘Exotic’.

Uvas Flame sem sementes

Uvas para passas: estas uvas devem ter uma textura suave e ausência de sementes, embora existam algumas variedades com sementes.

Se o seu destino é o consumo directo, as uvas devem ser grandes, mas se vão ser usadas em confeitaria são preferíveis as pequenas.

As principais variedades destinadas a este uso são a ‘Sultanina’, ‘Corintia negra’, ‘Moscatel de Alexandria’ e ‘Dátil de Beirute’.

Uvas para sumos naturais: estas variedades devem manter o seu sabor e aroma naturais após os tratamentos a que são submetidas para a sua conservação. Em geral, as uvas de Vitis vinifera não cumprem estes requisitos e as mais usadas são a ‘Concord’ e ‘Niágara’, pertencentes a Vitis labrusca.

Uvas em conserva: são variedades sem sementes que se usam com outras frutas em cocktails e saladas. A variedade mais apreciada é a ‘Sultanina’.

Uvas Riesling maduras

Uvas para vinho: é a principal utilização das uvas, pelo que se conhecem uma infinidade de variedades aptas para vinho.

Estas uvas podem-se classificar em tintas e brancas, segundo a cor do vinho que originam.

Em Portugal existem inúmeras castas tintas e brancas que se podem cultivar nas regiões vinícolas demarcadas.

Como exemplo de castas brancas pode-se referir o ‘Alvarinho’, ‘Loureiro’, ‘Trajadura’, ‘Azal-branco’, ‘Malvasia-Fina’, ‘Rabigato’, ‘Arinto’, ‘Bical’, ‘Maria Gomes’ e ‘Moscatel’ e como tintas o ‘Bastardo’, ‘Touriga-Francesa’, ‘Tinta-Roriz’, ‘Touriga-Nacional’, ‘Tinto Cão’, ‘Trincadeira’, ‘Baga’, ‘Castelão’ e ‘Vinhão’. Em Espanha, dentro das tintas podem-se encontrar as castas ‘Bobal’, ‘Cabernet Sauvignon’, ‘Embolicaire’, ‘Forcayat’, ‘Garnacha’, ‘Tintorera’, ‘Merlot’, ‘Monastrell’, ‘Tempranillo’, ‘Pinot Noir’, etc. Entre as castas brancas encontram-se a ‘Airén’, ‘Chardonay’, ‘Macabeo’, ‘Malvasía’, Merseguera’, ‘Moscatel’, ‘Planta nova’ e ‘Riesling’.

A planta da uva

A videira é uma planta que se cultiva em forma de arbusto e que trepa graças a umas gavinhas que se enroscam às outras plantas.

As folhas são grandes e lobuladas, as flores são pequenas e aparecem agrupadas em rácimos. Botanicamente distinguem-se várias espécies de videiras, todas elas pertencentes ao género Vitis, sendo a Vitis vinifera a principal para vinificação.

Vitis labrusca

A videira pertence á família das Vitáceas e ao género Vitis. É uma planta trepadora, que trepa graças a umas gavinhas e que pode chegar a medir 17 metros se cresce livremente.

As suas folhas são alternas e lobuladas, formadas por cinco nervos principais e servem para caracterizar as múltiplas variedades (castas). As flores agrupam-se em rácimos e são pequenas.

As pétalas estão livres na base e soldadas no ápice. O fruto é uma baga que contém sementes duras.

O tamanho varia entre os 12mm e os 24mm, segundo a espécie. Pode ter forma esférica, elíptica, ovóide, cilíndrica ou arqueada. A cor do bago varia entre verde amarelado e vermelho enegrecido.

Botanicamente, o género Vitis divide-se em duas secções: Muscadinia e Vitis.

Secção Muscadinia: estas videiras têm origem no Sudeste dos Estados Unidos e no Norte do México. Conhecem-se três espécies, todas com pouco interesse comercial: Vitis rotundifolia, Vitis munsoniana e Vitis mopenoi.

Secção Vitis: este grupo engloba as verdadeiras videiras.

Existem numerosas espécies dentro desta secção. V. candicans, V. Longii e V. champinii são espécies americanas usadas como porta-enxertos ou cavalos.

A V. labrusca é uma variedade americana cujos frutos são usados para consumo em fresco e elaboração de sumos naturais. A V. Caribaeae é uma espécie originária das zonas tropicais da América, conhecida na Venezuela como ‘bejuco de água’ ou ‘agraz’.

Outras videiras de origem americana usadas como porta-enxertos são V. berlandieri, V. aestivalis, V. cordifolia, V. monticola, V. riparia e V. rupestris.

No entanto a espécie de maior importância vinícola é a Vitis vinífera, da qual provêm as principais variedades (castas) de uva usadas para vinificação.

Vitis riparia

Origem da uva e produção

A videira é originária da Ásia e a sua cultura foi-se estendendo ao resto da Europa, donde foi levada para o continente americano.

Atualmente, o principal continente produtor é a Europa. A videira é conhecida desde a pré-história, tendo-se iniciado o seu cultivo no Neolítico.

Considera-se que a videira teve origem no Cáucaso e Ásia ocidental e crê-se que já era colhida no Paleolítico. Sabe-se que já existiam videiras silvestres durante a Era Terciária.

Durante o Neolítico (6000 anos a. C.) iniciou-se o cultivo da videira na Ásia Menor e Próximo Oriente. Com o passar do tempo, foram-se seleccionando as espécies que melhores frutos produziam, até se chegar às videiras actuais com frutos grandes.

Vitis rotundifolia

Os egípcios já conheciam a videira, mas foram os gregos e os romanos que mais desenvolveram a viticultura e expandiram o cultivo da videira por toda a Europa romanizada.

Os espanhóis levaram a cultura da videira para a América do Norte. Actualmente a Europa é o principal continente produtor, com metade da produção mundial de uva, seguida da Ásia.

As zonas que menos uva cultivam são a África e a Oceânia. A produção de uva, tanto de mesa como a que é para vinho, agrupada por continentes é:

  Continente  Toneladas  %
  África  3.176.623  5
  Ásia  13.658.494  22
  Europa  31.453.476  50
  América do Norte  7.331.018  12
  América do Sul  5.297.958  9
  Oceânia  1.395.200  2
  Total  62.312.769  100

Fonte: Anuário FAO de Produção (2000)

Os principais países produtores são, na sua maioria, europeus. O primeiro é a Itália, seguida da França, Estados Unidos e Espanha.

No quadro seguinte mostram-se os principais países produtores de uva, tanto de mesa como a destinada à produção de vinho.

  País  Toneladas
  Itália  9.773.641
  França  7.400.000
  Estados Unidos  6.792.000
  Espanha  5.646.400
  Turquia  3.650.000
  China  3.053.427
  Argentina  2.424.990
  Irão  2.350.000
  Alemanha  1.648.000
  Chile  1.575.000

Fonte: Anuário FAO de Produção (2000)

No quadro em baixo indicam-se os principais países exportadores de uva (mesa e vinho).

O maior país exportador é a Itália, seguida do Chile, Estados Unidos e África do Sul.

  País  Toneladas
  Itália  577.344
  Chile  473.525
  Estados Unidos  280.155
  África do Sul  183.684
  México  107.797
  Espanha  98.255
  Holanda  91.278
  Grécia  87.160
  Bélgica-Luxemburgo  56.642
  Turquia  47.943

Fonte: Anuário FAO do Comércio (2000)

Entre os países importadores, os Estados Unidos é o principal, seguido da Alemanha, China, Reino Unido e França.

  País  Toneladas
  Estados Unidos  383.672
  Alemanha  349.411
  China  163.333
  Reino Unido  153.546
  França  142.356
  Canadá  136.687
  Holanda  132.789
  Bélgica-Luxemburgo  95.064
  Polónia  88.040
  México  51.896

Fonte: Anuário FAO do Comércio (2000)

Mês de colheita e disponibilidade no mercado

Actualmente podem-se consumir uvas frescas durante todo o ano devido à ampla gama de variedades que se cultivam e comercializam.

Também se podem consumir sob a forma de passas ou conservas.

A época de consumo de uva fresca começa no início do Verão e termina nos primeiros dias de Inverno.

No entanto, hoje em dia existem variedades de uva de mesa que se encontram nos mercados todo o ano, de diversas origens.

Além disso, podem-se consumir sob a forma de passas ou enlatadas.

Videira de uvas Concord

No quadro seguinte pode-se observar os meses de disponibilidade no mercado do Reino Unido de algumas variedades de uva.

Também se indicam os países exportadores e o peso das embalagens mais usadas.

  Proveniência  Meses de disponibilidade no Reino Unido  Peso das embalagens
  Argentina
  Almería  Abril-Maio  5kg
  Cardinal  Novembro-Janeiro
  Emperor  Março-Abril
  Flame seedles  Novembro-Janeiro
  Imperial  Dezembro-Janeiro
  Perlette  Dezembro-Janeiro
  Ribler  Fevereiro-Março
  Ruby seedlesss  Fevereiro-Março
  Thompson seedlesss  Fevereiro
  Austrália
  Calmeria  Fevereiro-Abril  5kg
  Flame seedlesss  Janeiro-Junho
  Ohanez  Maio-Abril
  Purple cornichon  Fevereiro-Maio
  Red emperor  Janeiro-Junho
  Sultana  Fevereiro-Abril
  Thompson seedlesss  Fevereiro-Abril
  Waltham cross  Fevereiro-Abril
  Bélgica
  Baidior  Agosto-Outubro  3kg
  Canon Hall  Julho-Outubro
  Colman  Novembro-Dezembro
  LeopoldIll  Junho-Dezembro
  Muscat  Julho-Outubro
  Ribier  Junho-Novembro
  Royal  Junho-Novembro
  Brasil
  Benitaka  Abril-Junho e Setembro-Janeiro  5/8,2kg
  Italia  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Muscat  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Perlette  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Redglobe  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Ribier  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Ruby seedlesss  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Thompson seedlesss  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Chile
  Almería  Abril-Junho  5/8,2kg
  Alphonse Lavalle  Janeiro-Junho
  Black seedlesss  Dezembro-Março
  Christmas Rose  Março-Maio
  Emperor  Março-Junho
  Flame seedlesss  Novembro-Março
  Perlette  Novembro-Janeiro
  Pink muscatel  Janeiro-Abril
  Redglobe  Janeiro-Julho
  Ribier  Janeiro-Junho
  Ruby seedlesss  Janeiro-Abril
  Santa Elsana  Dezembro-Fevereiro
  Sugraone  Dezembro-Fevereiro
  Thompson seedlesss  Dezembro-Maio
  Chipre
  Cardinal  Junho-Outubro  5/7/8kg
  Gold  Junho-Outubro
  Perlette  Junho-Outubro
  Sultana  Junho-Outubro
  Superior  Junho-Outubro
  Thompson seedlesss  Junho-Outubro
  Egipto
  Crimson seedlesss  Maio-Agosto e Outubro-Novembro  5kg
  Flame seedlesss  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Kingruby  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Perlette  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Romi  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Sultana  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Superior  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Thompson seedlesss  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Jugoslávia
  Cardinal  Agosto-Outubro  6kg
  França
  Alphonse Lavalle  Agosto-Outubro  5/7kg
  Chasselas  Agosto-Outubro
  Lival  Agosto-Outubro
  Muscat de Hamburgo  Agosto-Outubro
  Grécia
  Ática seedlesss  Agosto-Setembro  5/8,2kg
  Cardinal  Julho-Agosto  9kg
  Sultana  Agosto-Novembro  5/9kg
  Thompson seedlesss  Agosto-Novembro  5kg
  Índia
  Khismis Chomi  Dezembro-Maio  5kg
  Perlette  Junho:
  Sonaka  Fevereiro-Abril:
  Tasa-Ganesh  Fevereiro-Abril:
  Thompson seedlesss  Fevereiro-Abril:
  Israel
  Flame seedlesss  Maio-Junho  5kg
  Mysteri  Junho-Julho
  Perlette  Maio-Junho
  Prime  Junho-Julho
  Springblush  Junho-Julho
  Superior  Julho-Agosto
  Thompson seedlesss  Junho-Julho
  Irão
  Variedades sem sementes  4kg
  Vermelhas e Brancas  Setembro
  Itália
  Alfonse Lavalle  Julho-Outubro  5/6/7kg
  Cardinal  Julho-Outubro
  Italia  Agosto-Dezembro
  Matilde  Julho-Setembro
  Muscat  Agosto-Dezembro
  Palieri  Agosto-Dezembro
  Redglobe  Setembro-Dezembro
  Regina  Agosto
  Regina del Vigneti  Julho-Setembro
  Sem sementes  Agosto-Outubro
  Sugraone  Julho-Setembro
  Vigneti  Julho-Setembro
  Vittoria  Julho-Setembro
  vino  Setembro-Outubro
  Líbano  5kg
  Verygo  Novembro-Janeiro
  Vitamonl
  Jordânia
  Flame seedlesss  Maio-Agosto  5kg
  Thompson seedlesss  Julho-Agosto
  Holanda
  Golden champion  Julho-Setembro  3/4kg
  Muscat
  México
  Flame seedlesss  Maio-Agosto  5kg
  Perlette  Maio-Agosto
  Sultana  Maio-Agosto
  Superior  Maio-Agosto
  Thompson seedlesss  Maio-Agosto
  Marrocos
  Superior  Junho-Julho  5kg
  Thompson seedlesss  Maio-Junho
  Paquistão
  Sem sementes  Julho-Setembro  5kg
  Perú
  Alfonse Lavalle  Novembro-Janeiro
  5/8kg
  Flame seedlesss  Novembro-Janeiro
  Italia  Novembro-Janeiro
  Ribier  Novembro-Janeiro
  Thompson seedlesss  Novembro-Janeiro
  Portugal
  AlphonseLavalle  Junho-Outubro  10/12/15kg
  Cardinal  Junho-Outubro
  Muscatel  Junho-Outubro
  África do Sul
  Biendonne  Janeiro-Março  9kg
  Dauphine  Abril-Junho  4,5/5kg
  Erlihane  Janeiro  2,5kg
  Italia  Março-Maio
  Newcross  Março-Maio
  Peridot  Março-Maio
  Queen of the Vineyard  Janeiro-Fevereiro  4kg
  Victoria  Fevereiro
  Walthman cross  Fevereiro-Maio
  Alfonse Lavalle  Janeiro-Abril  9kg
  Barlinka  Março-Junho  5kg
  Blackgem  Dezembro-Janeiro
  Bonheur  Fevereiro-Maio
  Dan Ben Hannah  Janeiro-Abril
  La Rochelle  Janeiro-Maio
  Redglobe  Janeiro-Maio
  Centennial  Fevereiro  9kg
  Festival  Dezembro-Março  5kg
  Flame seedlesss  Novembro-Janeiro
  Muscat  Janeiro
  Sultana  Novembro-Março
  Sun red seedlesss  Fevereiro-Abril
  Superior  Novembro-Dezembro
  Thompson seedlesss  Dezembro-Abril
  Espanha
  Almería  Junho-Janeiro  5kg
  Alphonse Lavalle  Agosto-Setembro
  Autumblack  Setembro-Dezembro
  Cardinal  Junho-Janeiro
  Crimson  Setembro-Outubro
  Flame seedlesss  Junho-Julho
  Italia  Junho-Janeiro
  Muscatel  Junho-Janeiro
  Napoleón  Setembro-Janeiro
  Redglobe  Agosto-Dezembro
  Rosetti  Junho-Janeiro
  Thompson seedlesss  Agosto-Dezembro
  Tunes
  Cardinal  Julho  6kg
  Muscat  Setembro-Novembro
  Turquia
  Centenal  Julho-Outubro  5kg
  Sultana  Julho-Outubro
  Thompson seedless  Julho-Outubro
  Estados Unidos
  Emperor  Outubro-Dezembro  5/9/10kg
  Exotic  Julho-Agosto
  Flame seedlesss  Julho-Agosto
  Ruby seedlesss  Setembro
  Sugraone  Junho-Julho
  Sugrathirteen  Maio-Julho
  Sultana  Julho-Agosto
  Sunset seedlesss  Setembro-Dezembro
  Thompson seedlesss  Junho-Setembro
  Tudorseedlesss  Agosto-Setembro
  Uruguai
  Cardinal  Janeiro  5kg
  Zimbabwe
  Flame seedless  Depende da procura do mercado  Vários
  Sultana  Depende da procura do mercado

Embalagem
As uvas comercializam-se em caixas de madeira, com capacidade entre 5 e 11kg, ou caixas de plástico de pesos entre 0,5 e 1,5kg. Nos Estados Unidos as uvas podem-se vender em caixas de madeira de 11kg de capacidade.

Para além destas caixas tradicionais, usam-se outras de plástico de 0,5 a 1,5kg, coloridas para serem mais atractivas para o consumidor.

Cada vez mais desenham-se novas embalagens, mais cómodas e atractivas para o consumidor, como sejam as bolsas com um só cacho, ou as bandejas com capacidade para dois cachos, etc.

embalagens

Regulamentações – Normas europeias

As normas europeias sobre a qualidade da uva de mesa indicam que esta se deve comercializar limpa, sã e sem danos de insectos ou doenças.

As uvas de mesa classificam-se em três categorias, segundo a sua qualidade.

A norma de qualidade das uvas passas da ONU classifica-as em três categorias e indica que as passas devem apresentar-se inteiras, sãs, livres de insectos vivos ou ácaros em qualquer estado de desenvolvimento.

A União Europeia baseia as normas de qualidade referentes à uva de mesa no Regulamento(CE) nº2789/1999, da Comissão de 22 de Dezembro de 1999.

Segundo estas normas, os cachos e os bagos de uva devem estar sãos, limpos, praticamente isentos de ataques por insectos ou doenças, sem humidade exterior anormal e sem cheiros ou sabores estranhos. Os bagos devem ainda estar bem formados e aderentes ao cacho.

Devem colher-se cuidadosamente e num estado que permita o seu transporte e manipulação, por forma a chegarem em condições adequadas ao seu destino.

botões florais

As uvas de mesa classificam-se em três categorias, segundo a qualidade que apresentam.

Categoria Extra: estas uvas são as de melhor qualidade. Os bagos devem estar isentos de qualquer defeito, devem ser duros e estar bem unidos ao cacho.

Categoria I: nesta categoria admite-se que os bagos estejam espaçados sobre o engaço de maneira menos uniforme que no caso anterior. Admitem-se ligeiras deformações, defeitos de coloração ou muito ligeiras queimaduras de sol, que afectam apenas a epiderme.

Categoria II: os cachos podem apresentar defeitos leves de desenvolvimento, forma e cor. Os bagos devem ter a polpa suficientemente firme e a sua distribuição no cacho pode ser mais irregular do que na categoria I.

Podem apresentar malformações, defeitos de coloração, ligeiras queimaduras de sol, ligeiras marcas de pressão e alterações na epiderme.

O calibre mínimo, em gramas, está indicado no quadro em baixo. Diferenciam-se variedades cultivadas em estufa e ao ar livre. Estas últimas, por sua vez, diferenciam-se em variedades de bago graúdo e de bago miúdo.

     Estufa  Ar livre   
  Bago graúdo  Bago miúdo
  Categoria Extra  300  200  150
  Categoria I  250  150  100

A distinção entre variedades cultivadas em estufa e variedades cultivadas ao ar livre, de bago graúdo e de bago miúdo, encontra-se no Anexo I desta norma.

Quanto às tolerâncias, admite-se que 10% do produto da embalagem não cumpra as características da categoria ou de calibre indicado na embalagem, salvo para a categoria Extra em que esta percentagem é de 5%.

O conteúdo de cada embalagem deve ser homogéneo e conter cachos da mesma variedade, categoria e grau de maturação. O acondicionamento deve garantir uma protecção conveniente do produto.

Os materiais usados devem ser novos, estar limpos e não devem conter substâncias que alterem o produto.

flor da uva

Em cada embalagem deve-se indicar claramente o embalador, expedidor, a variedade de uva, a origem e a categoria.

Relativamente à qualidade comercial das uvas passas, a ONU possui a norma UM/ECE STANDARD DF-11, de referência e não obrigatória.

As passas devem apresentar-se inteiras, sãs, livres de insectos vivos ou ácaros em qualquer estado de desenvolvimento. Não devem apresentar humidade externa anormal, nem cheiros ou sabores estranhos. O seu estado deve permitir o transporte e a manipulação de modo a que cheguem em condições satisfatórias ao seu destino.

O teor de água das passas não deve ser inferior a 13%, em caso algum, nem ser superior a 31% para o tipo Moscatel, 23% para as variedades com sementes e 18% para as variedades sem sementes.

Os aditivos ou ingredientes adicionados às passas durante o processamento, devem ser permitidos no país importador.

As passas classificam-se em três categorias, segundo a sua qualidade.

Categoria Extra: estas passas são as de melhor qualidade. Devem possuir umas boas características de sabor, textura e cor. Devem ter-se obtido a partir de uvas maduras e devem estar praticamente livres de defeitos, à excepção de alguns ligeiros e muito superficiais que não afectam a qualidade do produto.

Categoria I: neste caso admitem-se ligeiros defeitos, dentro dos valores indicados nas tolerâncias.

Categoria II: admitem-se defeitos, dentro dos limites indicados nas tolerâncias, sempre que não afectem a aparência geral, qualidade e apresentação do produto.

O calibre para todas as categorias determina-se pelo número máximo de bagos em 100g ou pelo menor diâmetro destes.

Nos quadros seguintes indicam-se os defeitos permitidos e as tolerâncias, para cada categoria, dependendo se se trata de uvas com sementes, sem sementes ou passas de Corinto:

Uvas sem sementes

     Tolerâncias
  Defeitos permitidos  Percentagem por peso  Por contagem
  Cat. Extra  Cat. I  Cat. II  Cat. Extra  Cat. I  Cat. II
  Pedaços de caule(por kg)  –  –  –  1  2  2
  Pedúnculos(%)  –  –  –  4  5  5
  Bagos imaturos  2  3  4  –  –  –
  Bagos com sementes  –  –  –  0,1  0,5  1,0
  Bagos bolorentos  2  3  4  –  –  –
  Danificados por insectos  0,5  0,5  1  –  –  –
  Danificados  3  4  5  –  –  –
  Açucarados  8  12  15  –  –  –
  Material vegetal externo  0,01  0,02  0,03  –  –  –
  Impurezas minerais  0,01  0,01  0,01  –  –  –

Uvas com sementes

  Tolerâncias
  Defeitos permitidos  Percentagem por peso  Por contagem
  Cat.Extra  Cat.I  Cat.II  Cat.Extra  Cat.I  Cat.II
  Pedaços de caule(por kg)  –  –  –  1  2  2
  Pedúnculos(%)  –  –  –  4  5  5
  Bagos imaturos  1  2  2  –  –  –
  Bagos bolorentos  2  3  4  –  –  –
  Danificados por insectos  0,5  0,5  1  –  –  –
  Danificados  3  4  5  –  –  –
  Açucarados  5  10  15  –  –  –
  Material vegetal externo  0,01  0,02  0,03  –  –  –
  Impurezas minerais  0,01  0,01  0,01  –  –  –

Passas de Corinto

  Tolerâncias
  Defeitos permitidos  Percentagem por peso  Por contagem
  Cat.Extra  Cat.I  Cat.II  Cat.Extra  Cat.I  Cat.II
  Pedaços de caule (por kg)  –  –  –  1  1  1
  Pedúnculos(%)  –  –  –  2  3  3
  Bagos imaturos  0,1  0,7  1,5  –  –  –
  Bagos bolorentos  2  3  4  –  –  –
  Danificados por insectos  0,5  0,5  1  –  –  –
  Danificados  0,5  2  3  –  –  –
  Açucarados  5  10  15  –  –  –
  Material vegetal externo  0,01  0,02  0,03  –  –  –
  Impurezas minerais  0,01  0,01  0,01  –  –  –

No que respeita à apresentação, o conteúdo de cada pacote deve ser uniforme, contendo passas da mesma origem, qualidade, calibre e ano. Devem estar embaladas adequadamente, com materiais limpos, novos e sem substâncias que alterem o produto. Devem apresentar-se em pacotes pequenos, segundo os requisitos dos países importadores.

Em cada embalagem deve indicar-se claramente o embalador, o tipo de passas (com sementes, etc.), a origem, a categoria, o calibre e o ano de cultivo.

Criterios de qualidade

Gestão atmosferica pós colheita

As uvas de mesa devem armazenar-se a temperaturas entre –1ºC e 0ºC, e humidade relativa entre 90% e 95%. Deve existir uma adequada circulação de ar na câmara. As uvas não são sensíveis ao etileno, embora uma concentração superior a 10ppm possa provocar a separação dos bagos do pedúnculo.

Não se recomenda o uso de atmosferas modificadas, pois traz poucos benefícios.

Problemas pós colheita
As uvas, durante o seu armazenamento, estão sujeitas a diversos problemas, entre eles as alterações fisiológicas, como o aparecimento de bagos aquosos ou a queda de bagos do pedúnculo. A doença mais importante durante a conservação é a provocada pelo fungo Botrytis cinerea.

As uvas de mesa são afectadas por diversos problemas durante o seu armazenamento. As alterações fisiológicas mais importantes são as seguintes:

Queda de bagos do pedúnculo: este problema agrava-se quanto mais madura está a fruta. As variedades sem sementes são menos sensíveis a esta alteração. A queda dos bagos pode ocorre durante a colheita e a manipulação no campo, embora também possa ocorrer posteriormente. Este problema pode ser minimizado se a manipulação é adequada e se mantêm as correctas condições de humidade e temperatura.

Bagos aquosos: O primeiro sintoma desta alteração é o aparecimento de pequenas manchas escuras nos pedúnculos dos bagos. Estas manchas vão-se estendendo, afectando cada vez mais áreas. Finalmente os bagos afectados amolecem e ficam aquosos. Durante a colheita e embalagem podem-se eliminar estes bagos, embora seja uma operação cara.

A podridão cinzenta é a principal doença a afectar as uvas durante o seu armazenamento. É provocada pelo fungo Botrytis cinerea, que se pode desenvolver a temperaturas muito baixas, até –0,5ºC, e que cresce passando de uns bagos para os outros. No início os bagos ficam castanhos e posteriormente cobrem-se de uma bolor cinzento. A infecção por Botrytis pode-se reduzir eliminando os cachos infectados e arrefecendo-os o mais cedo possível, ou então pulverizando com dióxido de enxofre.

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Efeitos Saudaveis

Beneficios da uva para a saude
A uva de mesa é uma fonte de carotenóides, provitamina A, vitamina C e flavonóides (miricetina e quercetina). Também contém outro fitoquímico denominado resveratol. Uma porção de 125 g fornece aproximadamente 25 % da dose diária recomendada de vitamina C, um poderoso antioxidante que protege o organismo contra diversos tipos de cancro e que melhora as funções imunológicas.

Passas de uva

A vitamina A tem efeitos protectores contra transtornos oculares, é benéfica para o desenvolvimento dos ossos, a manutenção dos tecidos corporais, a reprodução e o desenvolvimento do papel hormonal e das co-enzimas. Os flavonóides são compostos secundários presentes nas frutas e hortaliças os quais, numa dieta variada, protegem contra o cancro e as doenças cardiovasculares.

Tradições populares
A uva é usada, desde há muito tempo, pelas suas propriedades curativas. É laxante e diurética, e está indicada para casos de debilidade. Também é um bom depurativo do sangue e previne a osteoporose. Desde há muitos séculos que as propriedades medicinais da uva são conhecidas e muitas civilizações usaram-na como depurativo do sangue e estimulante das defesas do organismo.

Em caso de obstipação, convém consumir as uvas com casca e com grainhas, enquanto que as pessoas idosas ou com o sistema digestivo debilitado deve consumi-las em forma de sumo. A uva é laxante e diurética. Não é adequada para diabéticos, dado o seu teor em açúcar, e a algumas pessoas as variedades tintas podem provocar enxaquecas.

Na medicina chinesa, a uva está indicada para as pessoas que têm falta de energia e de sangue, e para casos de astenia, tosse afónica, palpitações e sudação, dores reumáticas e ardor ao urinar.

Ditados populares
1. A seu tempo vêm as uvas e as maçãs maduras 2. Laranjas em Janeiro, dão que fazer ao coveiro
3. Muita parra, pouca uva4. Em Fevereiro chuva, em Agosto uva
5. Trovoadas em Agosto, abundância de uva e mosto6. Uvas, pão e queijo sabem a beijo
7. Deus criou a uva e o Diabo fez o vinho8. Pelo Santiago pinta o bago

Vitis vinífera, da qual provêm as principais variedades (castas) de uva usadas para vinificação

Lista de variedades de Vitis vinifera L. (origem Europa)

Castas de uvas tintas
  • Alicante Bouschet
  • Baga
  • Barbera
  • Cabernet Franc
  • Cabernet Sauvignon
  • Canaiolo
  • Carménère
  • Cinsaut
  • Dolcetto
  • Gamay
  • Malbec
  • Merlot
  • Mourvèdre
  • Nebbiolo
  • Petit Syrah
  • Pinot Noir
  • Syrah
  • Sangiovese
  • Tannat
  • Tempranillo ou Aragonez
  • Tinta Negra Mole
  • Touriga Nacional
  • Negra Mole
  • Blaufrankish (Kekfrancós na Hungria
Castas de uvas brancas
  • Abelhal
  • Alvarinho
  • Chardonnay
  • Chenin Blanc
  • Gewürztraminer
  • Malvasia
  • Müller-Thurgau
  • Pinot Blanc
  • Pinot Grigio
  • Prosecco
  • Riesling
  • Sauvignon Blanc
  • Semillon Blanc
  • Trebiano
  • Furmint
  • Moscatel Amarela (yellow Muscat)
  • Zeta
  • Bouvier
  • Riesling
  • Harslevelu
Castas de uvas Rosadas
  • Milleau
  • Mosaico Liturcci ou Cereza Italiana
  • Riesling Rosè
  • Saint Tomaint
  • Terreau

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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Esta matéria tem 6 Comentários
  1. fernanada Reply

    Provei hoje sumo de uva que me foi recomendado pelo médico achei muito doce.

  2. Carlos Alberto Abilhôa Reply

    Comprei uma uva qualidade Benitaka porque achei bonita, mas não se aguenta comer, é super azeda. Tem alguma explicação para isto, ou quem sabe é para fazer doce ?

  3. Belquisse Latif Reply

    Gostei do material sobre uva, inspirou-me a produzir, tenho uma espaço disponível de 4 hectares em Maputo, Mozambique pretendo produzir uva de mesa, procuro fornecedores de mudas gostaria de manter em contacto convosco.

    até breve.

  4. Sergio Canuto Reply

    Adorei este site, pois adoro uvas. Sou brasileiro e gostaria muito de manter contato com vocês. Um abraço,

    Sergio Canuto.

  5. santa pola Reply

    Una pagina muy interesante admiro por el contenido estare atento a los ultimos articulos

  6. robson Reply

    Srs
    Ótimo material sobre as uvas.
    Agradeceria se me informassem qual o pais de oriegem da uva ribier,

    Grato

    robson

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