Viagem a Oslo - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Viagem a Oslo

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

Viagem a Oslo – Uma capital moderna, cosmopolita e com muita história para contar

Pequena, facilmente domesticável em dois ou três dias, com apenas um punhado de atracções, mas suficientemente interessantes para manter o viajante ocupado. Uma cidade acessível, que rapidamente nos faz sentir em casa – há qualquer coisa de português por aqui! – Oslo tem uma cultura contemporânea rica, variada, o melhor exemplo de um país tão vibrante e prometedor. Afinal, o que acontece na Noruega acontece aqui.

Para os viajantes mais clássicos, Oslo borbulha de museus e tradições: há um museu dedicado a Edward Munch – o artista norueguês mais conhecido internacionalmente, o famoso parque Vigeland, com 200 estátuas de Gustav Vigeland, e mais de um milhão de visitantes anuais. A história celebra-se, por exemplo, no Museu de Navios Viking ou num outro museu exclusivamente dedicado às expedições de Thor Heyerdahl.

Museu do Navio Viking (Vikingskipshuset), em Oslo, construído em 1927 pelo arquitecto Arnstein Arneberg.

No belíssimo centro da cidade figura o Museu Nacional, com um só edifício dedicado à arte do século XIX e outro mais virado para as artes contemporâneas; a fortaleza Akershus e o castelo medieval, de cujas muralhas se controla Aker Brygge, a zona de docas com os seus restaurantes de pescado.

Mas nunca como antes Oslo recebeu tanta atenção e mediatismo. E, quer se queira quer não, grande parte dessa “nova vida᾿ deve-se à Oslo Opera House, a mais recente novidade que a Noruega trouxe ao mundo, uma obra conside­rada ícone nacional antes sequer de ser colocada a primeira pedra. Em 2001, era o parlamento que assumia este edifício como “um dos mais monumentais ícones da Noruega como nação᾿, e que, por inerência, “a Ópera Nacional da Noruega [uma das companhias residentes a par com a Companhia Nacional de Bailado] assumiria uma enorme importância para a cultura e sociedade deste país᾿.

A Ópera de Oslo (em norueguês Operahuset) é o centro de artes cênicas mais importante da Noruega e está situada em frente ao fiorde de Oslo.

Projecto do estúdio Snohetta, os mais famosos arquitectos noruegueses, a Oslo Opera House é um edifício sereno e contemplativo, ombreado por montanhas e situado à beira-mar. As linhas discretas e o interior transpiram a mais pura de­licadeza, inclusive o tecto – uma surpresa e novidade numa obra deste calibre. Todas estas sensações são claramente mais fortes quando as cores crepusculares surgem no horizonte, per­mitindo encaixar toda a sua estrutura naquele imenso panorama, uma sensação que, aliás, responde à sua concepção: “Uma transição entre uma das regiões mais densas da cidade e a le­veza dos fiordes.᾿

Mas, se com a Opera se espera projectar uma imagem de futuro e renovação de uma cidade, de um país há muito arredado das van­guardas – não esqueçamos que a Noruega se encontra tão longe do centro da Europa como Portugal – outros sinais parecem confirmar essa mesma renovação. Refiro-me, por exemplo, a Grunerlokka, o bairro mais cool da cidade, vulgarmente designado como o Soho de Oslo pela elevada concentração de artistas, designers, lojas e restaurantes trendy – as mais bonitas da cidade.

Grunerlokka é um bairro de quatro avenidas tremendamente familiares, cujas rendas baratas atraíam a classe operária da cidade há cerca de 100 anos atrás. As fachadas eram as mesmas de agora (belíssimas!), mas no seu interior residiam fábricas ali erguidas pela proximidade do rio.

Hoje, porém, tudo é diferente. Há quem o compare com o londrino Soho ou mesmo Green­wich Village, embora considere que por ali reina muito mais o espírito de Williamsburg, bairro de Brooklyn que emerge na cena arty/music nova-iorquina. Tudo cheira a novo. A forma de vestir das pessoas, o cuidado com a última tendência, o movimento das bicicletas e das mães com os seus carrinhos de crianças – mafia mothers como lhes chamam -, a vitória das lojas de autor sobre as cadeias internacionais, a abundância de parques, as esplanadas que surgem a cada nesga de sol (raro em Oslo), os bares noc­turnos com as suas bandas improvisadas.

O charme é o mesmo, mas há uma resso­nância de Williamsburg ainda mais forte. Não se vê por aqui o menor sinal de turistas, apenas gente local – fauna composta maioritariamente por artistas, designers e arquitectos. Um artigo de viagem do New York Times sobre Oslo não vai além das referências banais de museus, palácios e jardins mais tradicionais, e isso talvez explique porque Lokka – designação familiar – ainda não faça parte do roteiro turístico.

O que não deixa de ser injusto, uma vez que nenhum outro bairro da capital oferece um passeio de compras tão interessante e diversificado, e em nenhum outro terá oportunidade de seguir o rasto aos hábitos e costumes da classe mais vanguardista da cidade.

O pequeno-almoço no Tim, por exemplo, ou as pequenas mercearias de imigrantes magre­binos. As lojas de autores noruegueses (cerâmica, roupa, peças de design, joalharia), as jogatanas dos miúdos nos campos de jogos, um cocktail no Bar Boca, ou talvez mesmo uma partida de gamão no café Bugges. De uma forma ou de outra, revisitar Lokka é sempre a garantia de conhecer o ritmo de vida da capital. Uma capital vibrante e cosmopolita que muitos parecem ainda desconhecer.

PEQUENO-ALMOÇO
A paixão de Tim Wendelboe pelo café revela-se no pequeno espaço em nome próprio. A viagem, servida com exemplar gosto e simpatia, inclui dos mais frescos aromas da ndia, Colômbia, Quénia, Costa Rica ou Brasil. É o pequeno café de bairro que todos gostaríamos de ter à porta. http://timwendelboe.no

tim wendelboe

DESIGN NORUEGUÊS
Embora mais discretos do que os seus irmãos suecos ou dinamarqueses, os designers locais têm emergido lentamente na cena mundial. Pode comprovar os talentos locais na Norman Says, uma das lojas de design mais conhecidas em Oslo. www.normansays.com

ROUPA VINTAGE
Fretex, Alphaville, Little Miss T, Velouria, Diana’s Salonger, Elisa Days, Daydream’s & Pearls. Em nenhum outro local de Oslo encontrará tamanha oferta de roupa de autor, seja para homem, senhora ou criança. As moradas permanecem ocultas, para motivar a descoberta.

OLAV RYES PLASS
O jardim Olav Ryes Plass é considerado o centro do bairro, onde todo o movimento passa. As esplanadas em seu redor são, por isso, um magnífico local para observar a vida local, sendo a do Parkteatret a mais conhecida e frequentada entre todas.

ARTE
Não podiam faltar espaços de arte num bairro assumidamente arty. No Sound of Mu, a mais pequena sala de concertos de Oslo, ouve-se música avant-garde e sons exploratórios. A UKS (Sociedade de Artistas Emergentes) há muito que se apresenta como um dos espaços expositivos mais interessantes, assim como a exposição de design e arquitectura na Norsk Form. Não saia de Lokka sem dar um pulo à Torpedo, uma livraria totalmente dedicada a livros de arte (e de artistas). www.soundofmu.no www.uks.no www.norskform.no www.torpedobok.no

A Ryanair inaugurou em Abril uma nova rota entre Faro e Oslo, dando tambem a oportunidade aos “algarvios” de conhecer esta cidade escandinava, perfeita para uma curta viagem de fim-de-semana.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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