Viajar para Espanha

Viajar para Espanha

País de Nuestros Hermanos é sem dúvida, muito rico em paisagens naturais, complexos urbanísticos, museus, palácios que encerram muita, muita história. Bem que merecem uma visita nossa…

Albacete

Com os seus mais de 125.000 habitantes, Albacete é a cidade mais populosa de toda a região de Castellano-Manchega. Passeando pela cidade, damo-nos conta da sua metamorfose. Assombram os novos espaços que formam as suas avenidas e muito especialmente, os seus jardins. Surpreende encontrar tantas cuidadas zonas verdes depois de cruzar, demasiados espaços sem árvores, que fazem o retrato daquela zona árida de Espanha.

A catedral de Albacete é a igreja mais importante da cidade. Esta começou a ser construída há quase cinco séculos; embora as últimas obras realizadas sejam bastante recentes. As fachadas principal e lateral foram construídas no estilo neo-românico. Entrando, desde ali, seguimos a historia da Catedral. Lá dentro, e depois de um olhar rápido ao espaço, paramos em frente às impressionantes colunas que chamam a nossa atenção: o busto é canelado e termina num capitel de grande beleza, pelo que forma um conjunto admirável e da maior qualidade da arte Renacentista em Espanha. Estas colunas são de estilo jónico.

Pela esquerda, dirigimo-nos até à cabeceira, ao fundo encontra-se a porta da sacristia. Entramos nela para situarmo-nos nos primeiros tempos da sua construção, não se sabe com exactidão quem foi o arquitecto que realizou o primeiro projecto conforme o qual se construiria esta parte. As pinturas desta sacristia são originais daquele século XVI, de estilo Manierista, muito frequente naquela altura. Ao lado da sacristia encontramos a capela da Virgen de los Llanos, padroeira da cidade. Vale a pena contemplar os quadros, cujo autor é conhecido por Maestro de Albacete, que os pintou naquele mesmo século. Desde esta capela olhamos para o fundo para observar até onde se construiu no século XVI. As três naves que contemplamos ao elevar a vista estão à mesma altura, o que é próprio do estilo Renacentista. Antes de sair pela porta principal, enchemos a vista com a capela de Nazareno!

Já cá fora a visita continua, porque Albacete tem muito para oferecer… Agora debruçamo-nos pelos muitos museus que pontificam na cidade. E começamos pelo que fica situado na parte mais alta do Parque Abelardo Sanchez, onde se encontra o Museo Provincial.
É uma construção muito moderna. A sua forma responde à maneira de construir, denominada arquitectura orgânica. É um modo de fazer edifícios, que presta mais atenção aos espaços interiores e que procura assimilar o museu em torno donde se edifica. As arvores parecem formar parte do edifício como de colunas se tratassem.

Outro museu a merecer o meu destaque é o Museo de Arqueología Joaquín Sánchez Jiménez, que está formado por dez salas, em que se expõem objectos desde os mais antigos do Paleolítico, até aos da Idade Média. É possível contemplar, diversas obras da escultura ibérica: autênticas maravilhas, tais como a esfinge de Haches, o leão de Bienservida, e outras, reproduções como a Gran Dama Oferente del Cerro de los Santos e a Bicha de Balazote, cujos originais estão no Museo Arqueológico Nacional, na capital espanhola. Noutras salas podemos ver objectos pertencentes à cultura Romana: pequenas esculturas articuladas de marfim e âmbar, que representam umas bonecas, em tempos pertencentes a uma criança romana de Ontur e que têm um grande valor arqueológico e histórico.

Deixando um pouco de lado os museus, destaco, também em Albacete, o Centro Cultural de la Assunción. É um edifício recentemente restaurado, com fachada de color amarelo ocre. No seu interior sobressai um pátio (antigo claustro) completamente restaurado, que é uma espécie de uma praça interior com galerias, altas e baixas, adornadas com colunas de estilo jónico e toscano, com passagem directa para o Instituto de Estudios Albacetenses, da igreja, que actualmente é uma sala de audições e concertos e pelo Conservatório de Música. Todo este conjunto de edifícios formou parte do antigo Mosteiro de Franciscas ou também conhecido na altura por Mosteiro de la Encarnación. Na esfera desportiva é sobejamente conhecido o autodromo de Albacete, onde se realizam muitas corridas, nomeadamente de camiões, que trazem amantes da modalidade de todo o mundo. Mas seria uma pena se se viesse a Albacete para ver apenas as corridas!…

Alicante

Visitar uma cidade sem conhecer a sua história não faz grande sentido. E história é o que não falta a Alicante! Para compreender melhor a cidade, deve-se conhecer não só a realidade actual, como também os 3000 anos de história desta cidade alicantina. Os primeiros núcleos habitados localizaram-se nas ladeiras del monte Benacantil, ocupado hoje pelo castelo de Santa Bárbara, que reunia condições privilegiadas pela sua proximidade ao mar e altitude para um assentamento seguro.

Com a chegada dos muçulmanos começou a surgir a actual cidade em redor do castelo. Cem anos depois era o porto natural de Castilla, que propiciou um activo comercio marítimo, mercê da qual se registou um grande florescimento económico e um auge demográfico considerável chegando, inclusive a ser a terceira cidade mercantil de Espanha. Em 1691, durante o reinado de Carlos II, a armada francesa bombardeou Alicante durante sete dias consecutivos. Sem quase tempo para recuperar, a cidade viu-se imersa na guerra da Sucessão. chegou mesmo a ser capital do reino, na altura da guerra da independência, uma vez que Valência encontrava-se nas mãos inimigas do marechal Suchet. No século XVIII iniciou-se a sua recuperação depois de passados todos os desastres das guerras. Mas foi apenas no século XIX que Alicante começou em definitivo arranque cultural, social e claro está económico. Com a chegada do comboio no já longínquo ano de 1858 a sua conexão com a capital Madrid assegurou a importância portuária que sempre lhe conferiu um ar cosmopolita!

Mas deixemos um pouco a tão importante história de lado e centremo-nos no presente desta cidade mediterrânica…
Alicante olha o mar nos olhos e falo apartir do Paseo de la Explanada, talvez a marginal mais bonita que alguma vez vi! Como escreve Juan Gil Albert: “Estar em Alicante, é estar na Esplanada”. E nada há mais agradável que deambular por ali, debaixo das quatro filas de palmeiras. A imagem deste passeio foi feita famosa pelo monumental mosaico formado por mais de seis milhões(!) de azulejos de mármore de cor vermelho Alicante, creme e negro que imitam as ondas do vizinho mar.

Mas seria uma pena andar por Alicante apenas na marginal. E o que dizer dos museus que são tantos e todos impressionantemente belos. De todos eles destaco dois que são aqueles que mais me impressionaram. Assim o museu Municipal Casa de la Asegurada, que foi construído no século XVII e teve ao largo da sua história diversos usos e destinos, tais como câmara municipal, prisão, parque de artilharia e escola de comércio… Hoje guarda uma colecção de arte do século XX, doada à cidade em 1976 pelo artista Eusebio Sempere. O núcleo mais importante desta colecção está formado por obras dos principais artistas da geração espanhola de cinquenta. O outro museu que também recomendo vivamente é o Arqueotógico Provincial que se encontra instalado no Palácio de la Diputación Provincial. A envergadura das colecções que possui este museu é tal, que só se expõe ao público uma mostra das peças mais significativas. Destaco os objectos da idade de Bronze e as colecções de cerâmica ibérica e romana e as estatuárias e epígrafes romanas. Conserva também uma rica colecção de cerâmica popular dos séculos XVI ao XIX.

Em relação aos momentos, o mais emblemático é o já referido castelo de Santa Bárbara. As dependências actuais datam na sua maior parte do século XVI. Nele destaco a Torre del Homenaje, o Baluarte de los Ingleses,a capela de Santa Bárbara e o salão de Felipe II! Como o castelo se encontra a 166 metros de altitude pode-se recorrer a um elevador cuja entrada se faz pela Playa del Postiguet. A sua visita é incrível e a sua vista maravilhosa. Desde os baluartes oferecem as melhores panorâmicas da cidade e da costa. Desde eles poderá avistar-se a ilha de Tabarca, situada frente ao cabo de Santa Pola.

Outro monumento importante é a Catedral de San Nicolás de Bari. Foi concluída em 1662. É de estilo renacentista, salpicada com elementos barrocos aqui e ali. O altar e a capela, considerada como duas das mais belos exemplares do alto barroco espanhol. Tem especial interesse o claustro, adornado com portas bonitas e espectacularmente ornamentadas com pedras preciosas.
Em todas elas reside um dos grandes aliciantes da cidade. O fantástico clima faz acessíveis aos banhistas a maior parte do ano, o que faz desta cidade costeira um local muito aprazível para passar umas férias verdadeiramente retemperantes…

Almerimar

Em pleno coração do sul de Espanha, Almerimar lembra bastante Vilamoura. Não faltam bares, discotecas e até uma marina. É uma zona de diversão por excelência e onde tudo está feito para que o turista desfrute da melhor maneira das suas férias. Ah, é verdade as praias lembram as da Madeira, uma vez que são de pedras, o que por si só deixam de ser muito convidativas.

Agora, Almerimar, é tragicamente conhecida pelos relatos que foram dados a conhecer ao mundo, ao darem à costa cadáveres de emigrantes marroquinos, que tentam a sua sorte e fazem-se às águas mediterrâneas em pequenos botes. Outra coisa que me impressionou é que as encostas da Sierra Nevada estão cobertas de estufas. Aqui, a produção de tomate e pimento representa cerca de 30% da produção nacional espanhola. Quem lá trabalha é a mão de obra marroquina, que teve mais sorte e consegui chegar ao sul de Espanha com vida. Para terminar o tempo é espectacular, raramente chove e as temperaturas no Verão não descem dos 28ºC.

Avila

Avila é uma cidade lindíssima! Considerada pela UNESCO como património da Humanidade, Avila é uma cidade com monumentos para todos os gostos e feitios. Marcada pelos séculos XII e XV, do seu traçado urbanístico sobressaem as suas importantes igrejas romanas tais como as catedrais: San Pedro, San Tome, San Esteban, pérolas esculturais como a porta de San Vicente. Também é possível ver inúmeros palácios, alguns deles verdadeiras obras primas. Destes é licito salientar os palácios Dávilas, Valderrábanos, Guzmanes, Velas, Veladas e Verdugos. O castelo que outrora circundava por completo a então vila de Avila, há muito que deixou de comportar o aumento da vila que em pouco tempo passou a ser cidade…

É uma cidade que conjuga os tempos passados da sua história com os tempos modernos. As discotecas e restaurantes de fast food, convivem com os monumentos de uma forma tão harmoniosa que há primeira vista pareciam impossíveis… Não obstante ser uma cidade cheia de tradições Avila, tem cerca de 182 mil habitantes onde a esmagadora maioria é jovem. No entanto nem tudo é irrepreensível nesta cidade. O grande senão é mesmo o clima predominante nesta região. No Inverno as temperaturas chegam aos -16(!) e os Verões são absolutamente tórridos embora as noites sejam por vezes bem frias!

Badajoz

Badajoz é local de passagem quase obrigatório para quem se dirige para o sul de Espanha. É por isso talvez a cidade espanhola mais portuguesa dada a grande proximidade com a fronteira dos dois países. Mas vale a pena perder ( eu diria ganhar) um pouco de tempo nesta cidade. Badajoz antiga capital do Reino Aftasí, foi há alguns séculos a cidade comercial mais importante da península. Ainda hoje Badajoz recorda com saudade esses tempos áureos, em que, o passado árabe e medieval deixou enumeras marcas nesta cidade da Extremadura.

Em primeiro lugar há que destacar La Alcazaba árabe, construída entre os séculos IX e XII, considerada uma das melhores de Espanha e declarada Monumento Histórica Artístico. No seu interior encontra-se a Torre de Santa María, primitiva catedral da cidade e anterior mesquita e o Palacio del Duque de Feria, do século XV actual Museu Arqueológico. A catedral mandada levantar por Alfonso X, cujo cognome era O Sábio e declarada também em 1931 Monumento Histórico Artístico, contrapõe o seu aspecto de fortaleza com os tesouros que guarda no seu interior tem muito mais a mostrar a quem a visita.

Outra obra a conhecer é o impressionante recinto amuralhado dos séculos XVII-XVIII, que se conserva em grande parte com 10 baluartes em pé; conservando-se as Puertas de Mérida da época medieval, as Trinidad e a Puerta del Pilar, ambas do século XVII e a monumental Puerta de Palmas, magnífica obra do século XVI. O chamado Casco Antiguo de Badajoz tem sido considerado como, um dos melhores do século XIX. Nele encontram-se edificados praças realizadas desde o século XIV até aos grandes movimentos arquitectónicos do século XX.

Barcelona

Barcelona, um dos portos mais activos do Mediterrâneo, é mais do que a capital da Catalunha. Possui a particularidade de ser banhada por dois rios: o Riu Llobregat e o Riu Besòs. Em cultura, comércio e desporto não só rivaliza com Madrid, como é considerada a par das maiores cidades europeias. O êxito dos jogos olímpicos de 1992 realizados no Parc Montjuïc, confirmou este juízo. Embora os monumentos históricos abundem na Ciutat Vella, Barcelona é mais conhecida pelos numerosos edifícios no Eixample provenientes da explosão artística do Modernismo nas décadas de 1900. Sempre aberta a influências exteriores dada a sua situação costeira e a proximidade da fronteira francesa, Barcelona continua a vibrar de criatividade: os seus bares e parques públicos falam mais de concepção contemporânea do que de tradição. Por falar de tradições o catalão é a língua oficial da Catalunha. Foi, e continua a ser uma língua viva e continuou a ser usada no meio familiar mesmo depois do ditador Franco a ter proibido.

Atravessada pela mais famosa avenida da cidade, La Rambla, a Ciutat Vella, é um dos centros mais vastos e harmoniosos da Europa. La Rambla, que conduz ao mar, tem muito movimento em especial à tarde e aos fins-de-semana. Quiosques, bancas com aves em gaiola e flores, leitores de tarot, músicos e imitadores amontoam-se à sombra do arvoredo no passeio central da avenida. Entre os edifícios famosos, salientam-se a Ópera do Liceu, o enorme mercado da Boqueria e alguns grandes palácios. Lindo de se ver é o Parc de la Ciutadella. Este popular parque tem um grande lago com barcos, laranjais e muitos papagaios que vivem nas palmeiras. Neste parque existiu uma pesada cidadela em forma de estrela. Projectada por Prosper Verboom e construída por Felipe V entre 1715 e 1720. Destinava-se a albergar soldados incumbidos de manter a ordem, mas nunca foi usada para esse fim.

Os jardins da Plaça de Armes foram compostos pelo jardineiro paisagista Jean Foriestier e concentram-se numa cascata em redor de um arco triunfal em parte inspirado pela fonte de Trevi em Roma. O projecto foi do arquitecto Josep Fontseré auxiliado por Antoni Gaudi, então ainda muito jovem. E se muito jovem, já fazia obras destas o que esperar quando chegasse à idade artística adulta? Gaudi inundou a cidade de obras-primas. Aliás Barcelona teve a sorte de conhecer dois dos melhores artistas mundiais: o já citado Antoni Gaudi e o não menos fantástico Pablo Picasso. O primeiro nasceu na cidade catalã de Reus. Cedo chegou a Barcelona para estudar na Escola de Arquitectura de Barcelona.

A sua obra, inspirada por pesquisa nacionalista de um românico passado medieval, foi muito original, sendo a obra mais importante a Sagrada Família. Consumido no projecto todo o deu dinheiro, andou de porta em porta a pedir mais. A tragédia chegou em forma de morte, quando em 1926 foi atropelado por uma eléctrico. Quanto a Picasso, chegou a Barcelona aos 13 anos com o pai que tinha arranjado trabalho como professor na escola de arte da cidade. Cedo deu nas vistas e foi convidado para estudar na escola onde o pai trabalhava. Depois o crescimento artístico foi exponencial e Picasso, agora é uma referência mundial.

Mas qual é a obra mais emblemática de Barcelona? A resposta é só uma. Só pode ser a Sagrada Família. É uma obra espantosa, mas que só ao vivo é que se tem a noção da sua grandiosidade!!! O Temple Expiatori de la Sagrada Família, a menos convencional das igrejas europeia é um emblema de uma cidade que gosta de ser individualista. Carregado de simbolismo inspirado na natureza e em luta pela originalidade, este é o mais sensacional trabalho de Gaudi. Em 1883, um ano após iniciada a obra numa igreja neogótica local, confiaram-lhe a tarefa de a concluir. Este modificou tudo e foi improvisando constantemente. Foi o trabalho da sua vida: durante 16 anos viveu como um recluso. Foi sepultado na cripta. Quando morreu, só uma torre da fachada da Natividade estava concluída. Das doze torres projectadas, apenas oito se encontram concluídas. É portanto uma obra inacabada ao longo de décadas.

As torres possuem elevador ou escadas em caracol. Cada uma com 400 degraus, dão acesso às torres e às galerias superiores. Apesar do esforço, o panorama que se tem de cima é absolutamente lindo. A nave principal, ainda se encontra em construção (aliás aquando da minha visita ao lado das torres encontravam-se inúmeras gruas!) onde numerosos pilares irão suportar as quatro galerias por cima das naves laterais, enquanto as clarabóias deixam entrar a luz natural.

Também imperdivel é a Catedral de Barcelona. Esta compacta catedral gótica, com uma capela românica e um belo claustro, foi iniciada em 1298 por Jaume II, sobre os alicerces de um templo romano e uma mesquita mourisca.
O Port Olímpic foi a mais impressionante reconstrução para as Olimpíadas de 1992. A demolição da velha zona industrial em frente ao mar e a sucessão de 4 km de praias arenosas, atestam tal classificação. Na zona fronteira ao mar há dois edifícios de 44 andares, os mais altos arranha céus de Espanha. Ao lado surge a aldeia piscatória de Barceloneta (significa Barcelona pequena), numa língua triangular de terra que entra pelo mar abaixo do centro da cidade. Deve a fama aos seus restaurantes, cafés e bares.

Do lado oposto da cidade encontramos o Parc Güell. Considerado pela UNESCO, uma herança mundial, o parque é a criação mais colorida de Antoni Gaudi. Foi encomendado pelo conde Eusebi Güell que queria uma cidade jardim na propriedade da família. O resultado está à vista de todos! Jardins suspensos, paredes revestidas a mosaicos da autoria do próprio Gaudi. Enfim uma parque lindíssimo, com uma deslumbrante vista para Barcelona, uma vez que se encontra numa pequena colina. Não muito longe dali e com o transporte pela Avinguda Diagonal (uma grande avenida que rasga a cidade diagonalmente) chega-se à Casa Milá, habitualmente chamada por La Pedrera. Esta foi a maior contribuição de Gaudi para a arquitectura civil de Barcelona e foi a última obra que realizou antes de se dedicar por exclusivo à Sagrada Familia. La Pedrera, construída entre 1906 e 1910, afasta-se dos princípios de construção em vigor naquele tempo e por isso foi ridicularizada e criticada pelos intelectuais da cidade. E porquê? A casa não possui uma única linha recta. Nem pilares, nem paredes, nem portas, nem janelas… nada!!!

Merece também a visita o espectacular Camp Nou, o maior estádio de futebol da Europa. É a sede do famoso clube da cidade, o Barça como ali é conhecido. O clube é dos mais ricos do mundo e totaliza mais de 100000 sócios. O Barcelona FC serve também de símbolo de luta do nacionalismo catalão contra o governo central de Madrid. Não conquistar a liga espanhola é uma coisa, agora ficar atrás do Real Madrid, é um desastre total. Em Barcelona a rivalidade é levada a sério. Não se pode ousar, sequer, falar em Luis Figo ou no rival Real Madrid…

Para terminar, penso que resta referir a colina de Montjuïc, 213 metros acima do porto comercial no lado sul da cidade, é a maior zona de diversões de Barcelona. Com a realização da exposição Internacional de 1929 a colina ganhou novo impulso e toda a vertente norte se encheu de edifícios, com a grande Avinguda de la Reina Maria Cristina ladeada por enormes pavilhões (palau em catalão) de exposição até à fantástica Plaça de Espanya. A meio da avenida ergue-se a Font Màgica regularmente iluminada a cores. A encerrar o majestoso cenário fica o Palau Nacional e o Poble Espanyol, com réplicas de edifícios de muitas regiões de Espanha. A última grande expansão de edificações em Montjuïc deu-se nos Jogos Olímpicos de 1992, que proporcionaram a Barcelona instalações desportivas de categoria internacional. O que também impressiona é a fachada neoclássica do Estadi Olímpic de Montjuïc construída por Pere Domènech i Roura para as olimpíadas de 1936, que entretanto foram canceladas devido ao eclodir da Guerra Civil Espanhola. A capacidade do estádio foi aumentado para 70000 lugares para as Olimpíadas de 1992. Agora serve de casa ao segundo maior clube da cidade: o Espanyol de Barcelona. Muito extensa a descrição de Barcelona. Ah!!! É verdade, ainda muito ficou por contar. É imperdivel e magnifico visitar a cidade condal…

Benidorm

Quem já não ouviu falar em Benidorm? O local turístico com maior procura em Espanha. A meio caminho entre Valência e Alicante, Benidorm é bastante famosa pela sua vida nocturna. E não é para menos! Vê-se circular mais gente à noite, do que de dia o que comprova esta teoria. Esta estância turística encontra-se junto a uma pequena serra de nome Helada, que curiosamente de gelada tem muito pouco, uma vez que não ultrapassa os 200 metros de altura… A praia propriamente dita, é composta por duas praias: a Playa de Poniente e a Playa de Levante. Mas Benidorm não é apenas praia e noite. Existe também para visitar a Terra Mitica. Este parque tem muito para oferecer, e como parque temático que é, oferece uma viagem pelo mundo à procura de novas paragens.

Pessoalmente não considero Benidorm muito bonita porque com a ganância desenfreada, os responsáveis(!) paisagísticos conseguiram construir edifícios com 30 a 40 andares bem sobranceiros ao mar e que torna Benidorm como a Manhattan de Espanha. Em conclusão, em Benidorm é muito difícil ter sossego uma vez que se encontra sempre apinhado mas este local é frequentado por muita gente jovem que animam a noite.

Bilbao

É a maior cidade do País Basco. E só isso diz tudo. O medo com que andei a percorrer as longas avenidas, sempre com receio do rebentar de alguma bomba, fez com que esta estadia não tenha sido como gostaria que fosse. E ao falar com habitantes locais, apercebi-me que estes já estão acostumados a essa realidade e que quando estão a sair de casa, têm a consciência que nunca mais lá podem voltar. Palavras frias de um testemunho de uma pessoa de idade, que já viu uma explosão a escassos 100 metros. Embora a ETA esteja em minoria, as suas acções em território basco são confrangedoras e inibitórias para a população em geral. Desde dizerem para não pararem os carros em parques não vigiados, até afastarmo-nos de caixotes do lixo, a minha estadia foi recheada de regras para que esta não fosse a minha última viagem.

Aparte disto, Bilbao está situado à volta da ria chamada Anteiglesia de Abando. Assim começou a criação de uma cidade nova, mais ampla, de ruas rectas, praças circulares, avenidas, alamedas e passeios. Dum lado existe um Bilbao moderno de casas luxuosas, de excelente arquitectura de fim de século. Do outro lado da ria estabeleceram-se as instituições financeiras, a bolsa, as redes das companhias marítimas, siderúrgicas, etc…
A Bolsa de Comércio em Bilbao é uma das praças financeiras mais importante do país de Nuestros Hermanos. A estação do norte, edifício imponente que decora as suas paredes apenas com vidros, que ao sol mais parecem espelhos, dá a sensação que em Bilbao tudo gira em torno deste edíficio.

Mas deste prédio arranca uma autêntica artéria vital de Bilbao moderno, a Gran Via, desde que passou a ser a organizadora da vida urbana. Também se pode encontrar, nesta cidade basca, a Plaza del Sagrado Corazón e Los Jardines de Albía, a primeira grande praça ajardinada com sabor parisiense. Bem perto deste jardim encontra-se o edifício Sabia Etxea, sede do Partido Nacional Basco, sempre muito vigiado pelas forças de segurança, uma vez que podem existir represálias por parte de apoiantes anti-ETA.

Mas Bilbao é muito conhecida pela cidade dos jardins, que reflecte o cuidado de colocar zonas verdes aquando do planeamento da cidade. Estes jardins foram praticamente todos reformulados quando se procedeu às obras para o metro. Assim o utilizador do metro, para além de ter o privilégio de ser transportado em metros de qualidade excepcional, quando sai da estação pode dar umas voltas pelos jardins, antes de retomar o buliço da cidade. Pena que por causa da ETA, não se possa desfrutar de Bilbao como esta cidade por certo mereceria!

Compostela

A história desta cidade remonta ao século IX, quando o Bispo de Iria encontra o sepulcro do apostolo Santiago. Esse achado marcou a construção de inúmeros conventos e catedrais que na altura eram considerados prodígios de arquitectura e que ainda hoje maravilham qualquer um! Hoje Compostela, como é simplesmente conhecida, é uma cidade moderna, com mais de 105.000 habitantes e que acolhe o governo galego bem como a Universidade de Compostela com mais de 35.000 alunos. É relevante salientar que Compostela é uma cidade dada a congressos e convenções. Para isso a cidade conta com o Auditório de Galicia e o moderno Palácio de Congresos y Exposiciones um recinto funcional e versátil com capacidade para 2.100 pessoas. Igualmente importante, é o também moderno parque empresarial, Polígono del Tambre, a 10 minutos do centro, sede das suas principais indústrias e empresas.

Seria talvez exaustivo falar de todas as catedrais e igrejas de Compostela, mas é justo destacar de entre todas Obradoiro de la Catedral que preside e domina a praça com o seu nome. Esta catedral reflecte a máxima expressão do barroco em Espanha e é acompanhada de duas torres, inicialmente românicas, reafirmam a sua verticalidade: as Campanas à direita e a torre de la Carraca, à esquerda.
O interior da Catedral de Compostela tem permanecido praticamente intacta e oferece uma autêntica exibição da sabedoria dos velhos mestres medievais. Na habitual distribuição românica da planta em cruz latina com três naves, as suas paredes apresentam pinturas românicas, barrocas e neoclássicas, entre elas a Pilar considerada como a mais harmoniosa. Para terminar Santiago de Compostela é conhecida também, pela cidade dos estudantes: onde é que eu já ouvi isto!…

Córdoba

Córdoba é uma cidade no interior de Espanha, e por isso o seu clima é de grandes extremos. No Verão a temperatura é altíssima, rondando os 42 ºC de temperatura máxima, enquanto que no Inverno, o frio e a humidade é de cortar a respiração, com um regime de chuvas escasso…
Historicamente é impossível, determinar a data da origem de Córdoba. De uma povoação ibérica, passa a ser uma cidade importante no ano 206 A.C., quando foi conquistado pelos romanos a mando de Lucio Mario. Depois de alguns anos de guerra, chegaram tempos de paz e consequentemente tempos de auge económico, que coloca Córdoba, num patamar muito alto, no que concerne às artes e às letras de então.
No começo da conquista de Espanha pelos árabes, no século VIII, as guerras de sucessão multiplicavam-se até que Abd al-Rahmán III pôs fim a estas rebeliões. Apartir daqui, Córdoba viverá os momentos mais importantes da sua história, convertendo-se na mais(!) rica e florescente cidade da Europa de aqueles tempos, a par de ser considerada uma das mais cultas cidades de então! A sua população, desfrutava de grandes palácios, de uma universidade própria e sobretudo da maravilhosa Cidade-palácio de Madinat al-Zahra, considerado como o mais rico e fabuloso palácio de todos os tempos… E é sem dúvida. E também é sem dúvida difícil descrever esta cidade-palácio, algo que tenho a ousadia de considerar único no mundo, tal é a beleza e dimensão. As ruínas de Madinat al-Zahra, um importante vestígio de dominação muçulmana, quase destruído pelos saques a que foi sujeito no século XI, está actualmente em processo de restauração arqueológica. Esta cidade-palácio, levantada por Abd al-Rahmán III no ano de 936, em honra da sua apaixonada Al Zhara (que significa “A Flor”), situa-se a 8 quilómetros de Córdoba. Tardou um quarto de século a ser construída e configurou-se como uma zona de palácios edificados com os materiais mais valiosos (mármore e metais preciosos), em que se gastaram avultadas somas de dinheiro. Ali viveram as pessoas muçulmanas mais importantes rodeadas de uma pequena cidade de serviços para atender à defesa e à manutenção da cidade-palácio de Madinat al-Zahra…
Porém Córdoba sofreu alterações drásticas aquando da guerra civil espanhola (1009- 1031). Mas mesmo ferida, a cidade não foi deixada moribunda. Sábios como Abú Walid Ibn Rusch e Musa Ibn Maymun, lutaram pelos ideais em que acreditavam e devolveram a Córdoba, toda a cultura mundial que havia perdido.

Igualmente grande foi o número de monumentos chegados a Córdoba, pelas várias civilizações que por aí passaram, La Gran Mezquita-Aljama, o Alcázar de los Reyes Cristianos,El Puente Romano, a Torre de la Calahorra e a Plaza del Potro.
Destes destaco a Torre de la Calahorra, que foi mandada construir em 1369 por Enrique II de Trastámara, para se defender dos ataques do seu irmão Pedro I. É constituída por 14 galerias onde estão expostos os documentos mais importantes que definem a história da cidade. Hoje alberga o museu De Las Tres Culturas, cuja visita é sempre muito interessante.

El Puente Romano, do qual é possível uma magnifica vista é atribuído ao imperador romano Augusto, fazendo parte da grande calçada Augusta que unia Cádiz (cidade perto da fronteira luso-espanhola) à capital italiana Roma. Com o passar do tempo tem sofrido inúmeras reformas, razão pela qual não conserva nenhum arco original romano dos 16 que o compõem, sendo alguns deles dos tempos dos muçulmanos e os restantes de tempos posteriores… Sensivelmente a meio da ponte, existe uma escultura Arcángel San Rafael de 1651 obra de Bernabé Gómez del Río. Num extremo encontra-se situada a Puerta del Puente, mais conhecida como Arco del Triunfo, obra de Hernán Ruiz, realizado às ordens de Felipe II corria o ano de1572.

Também, seria injusto não mencionar o Alcázar de los Reyes Cristianos. Aqui invoca-se facilmente as figuras históricas que passaram por este recinto: a rainha Isabel e o seu esposo Fernando, que durante oito anos governaram Espanha, bem como os cinco filhos do casal, entre eles a Infanta D.Maria e o jovem malogrado D.Juan, que se não tivesse falecido precocemente teria sido o primeiro rei da Espanha unificada. Consta que enquanto Colón descobria a América, Córdoba descobria os touros. De facto, a primeira corrida documentada teve lugar neste palácio para honra e divertimento do então príncipe D. Juan. O Alcázar de los Reyes Cristianos possui inúmeros jardins, entre eles o Paseo de los Reyes, onde estão colocadas as estatuas dos monarcas que de uma forma ou de outra tiveram alguma relação com este palácio.

Para terminar, resta referir que Córdoba pertence à Comunidad Autónoma Andaluza, onde com os seus 400000 habitantes é a terceira maior cidade em população da região. Geograficamente, encontra-se em pleno vale do rio Guadalquivir. A norte é rodeada pela Sierra Morena e a sul por uma extensa planície que representa uma das zonas agrarias mais tradicionais de Espanha.
É uma cidade interessante de visitar, para quem aprecia a cultura muçulmana, o que não é bem o meu caso, mas de qualquer maneira, aconselho vivamente a ficarem deslumbrados com a já referida maravilhosa Cidade-palácio de Madinat al-Zahra, que é o verdadeiro ex-libris desta cidade andaluza…

El Escorial

El Escorial, foi durante muitos anos considerada a oitava maravilha do Mundo. Concebida por Felipe II, como Mosteiro e Panteão Real, converteu-se no símbolo da grandeza do império espanhol. Dentro deste mosteiro-museu, encontra-se o Palácio Real, o Panteão dos Reies, o Panteão dos Infantes, as Salas Capitulares e a Basilica.
Bem perto, merece a visita ao Valle de los Caidos, que é um gigantesco monumento cravado na pedra, construído entre 1940 e 1959 pelos presos políticos do ditador Franco em homenagem aos soldados tombados na guerra civil espanhola. É talvez por isso bastante odiado por grande parte dos espanhóis, que inclusive queriam destruir tamanho monumento por altura da morte de Franco, cuja cripta se encontra no seu interior. O que seria um sacrilégio de grandes proporções face à beleza que tal monumento encerra. Está situado numa magnifica paisagem natural a 1350 metros de altitude sobre o nível das águas do mar, onde se destaca majestosamente a sua cruz de 150 metros de altura na paisagem da serra madrilena. Na base encontram-se esculpidos as figuras dos 4 evangelistas em tamanho gigante. São Marcos, São João, São Lucas e São Mateus, estão assim perpetuados em Valle de los Caidos.

Granada

Durante o período de domínio Muçulmano em Espanha, Granada era a cidade mais bela da Península Ibérica. Hoje, continua a ser a casa da maior legião Muçulmana na Europa e possui uma das maiores atracções em Espanha- La Alhambra.
La Alhambra é um dos maiores aglomerados da arte e arquitectura Islâmica e é simplesmente arrebatador. Já muito foi escrito sobre as fortalezas, os palácios, os seus pátios e jardins, mas nada nem ninguém conseguem realmente preparar uma visita a este nível. Alcazabra é uma fortaleza Muçulmana datada do século XI com excelentes vistas sobre a cidade de cima das suas muitas torres.
Depois de La Alhambra a maior atracção de Granada é a sua própria cidade que se encontra no sopé da Sierra Nevada. Ainda para ver existe as ruas de Albaicin ou a Plaza Bib-Rambla, cartões de visita de Granada Muçulmana. Também merece destaque a Casa del Castril, Banos Árabes e a Caprilla Real, onde Fernando III e Isabel- conquistadores cristãos da então Granada sob domínio Árabe em 1492- foram queimados. Mesmo ao lado, está edificado a Catedral de Granada que foi construída no século XVI.
Não querendo estar a denegrir a imagem de Granada, nem obstaculizar uma eventual ida para quem ainda não conhece, no meu caso não fiquem muito deslumbrado com a cidade porque ela é muito árida e lembra como não podia deixar de ser as cidades árabes. De qualquer modo, é uma visita bem aproveitada para quem gosta de ver a cultura, os costumes, um pouco do dia a dia de uma cidade de origem árabe em plena Europa.

Guadix

Situada a escassos 60km de Granada, Guadix vive quase única e exclusivamente da hotelaria que empresta à cidade um local de paragem quase obrigatória para quem se dirige para a costa de Valência. E ficando lá alojado não é difícil querer ir à Catedral de Guadix ou há não menos famosa Plaza de la Ermita Nueva. A não perder existe para ver o Castelo de la Calahorra que é muito admirado por historiadores por se encontrar no seu interior uma vasta colecção de documentos históricos.
Para terminar importa realçar que no Verão devido às altas temperaturas o rio que banha Guadix seca por completo…

Ibiza

A ilha de Ibiza, situada no mar Mediterrâneo, é a terceira em extensão do belo arquipélago das Baleares. Com 541 quilómetros quadrados tem cerca de 40000 habitantes. De topografia acidentada a ilha oferece paisagens de beleza incomparável. Razoavelmente arborizada, destacando-se os pinheiros, as amendoeiras, as figueiras, as oliveiras e as palmeiras que lembram a proximidade geográfica de África.

Raramente chove em Ibiza, razão pela qual a nora árabe e o moinho de vento fazem as vezes das nuvens e da chuva. O clima é muito suave, primaveril, com uma luz esplêndida que cobre todo este paraíso delicioso, onde encontramos íntimas calas, pequenas praias de areia fina e água cálida, das quais se destacam a Cala Conta, a Cala Longa, a Cala Pala , a Cala Tarida, a Cala Vadella e por fim a Cala Salada, onde são expressamente proibidas a construção de qualquer tipo de edifícios e de estradas alcatroadas. O acesso a estas pequenas praias faz-se por estradas de terra construídas há muitos séculos. A par destas pontificam na ilha as universalmente famosas: Playa Talamanca, Santo Antonio, Santa Eulália, Playa de ses Figueretas, que possui uma piscina em plena praia entrando mesmo pelo mar adentro, e a Playa den Bossa, que com a proximidade do aeroporto, os aviões rasam (esta é a palavra certa) de 3 em 3 minutos, nas horas de maior tráfego aéreo, os hotéis que se encontram na primeira linha da praia.

A cidade de Ibiza, que na língua local – o Ibicenco- se chama Eivissa, é a capital da ilha. Trata-se de uma cidade alegre e marinheira, construída quase verticalmente, sobre uma montanha junto ao mar. Há bairros de grande interesse, como o Sa Penya e o Dalt Villa, brancos, luminosos, de ruas muito inclinadas e estreitas e belos miradouros sobre o mar. As grandes edificações dos seus bairros populares, levantados de acordo com a primorosa intuição da arquitectura local, formam uma inconfundível e pitoresca agrupação urbana. O núcleo primitivo da cidade é o já citado bairro de Dalt Villa. Há nele antigas casas solarengas, o Ayuntamiento de Eivissa e a catedral, reconstruída no século XVII.
Ibiza foi fundada pelos cartagineses 654 anos antes de Cristo. Possui importantes muralhas do século XVI, declaradas monumento nacional, únicas na sua classe, na Europa, que se conserva intactos. O Museu Arqueológico é um dos mais importantes do mundo em vestígios púnicos ou cartagineses, todos eles provenientes de escavações realizadas na ilha.
De assinalar também que Ibiza, é a única cidade do mundo que levantou um obelisco aos seus corsários, defensores da ilha e do seu mar nos agitados séculos XVIII e XIX!

Mas Ibiza é igualmente famosa pela sua vida nocturna, activa e jovem. A noite é uma loucura (até na exorbitância dos preços praticados). As jovens vão todas vestidas de branco o que com as luzes infravermelhas das discotecas o espectáculo é garantido… Por falar em discotecas, a Privilege é a maior discoteca do mundo com capacidade para 12000 pessoas e que portanto figura no Guiness Book of Records. É uma discoteca que desde que abriu, revolucionou o mundo nocturno em Ibiza. O seu antigo dono, um basco, aficcionado pelas artes tauromáquicas lembrou-se uma vez de soltar um touro em plena pista. O resultado claro foi o esperado: uma enorme quantidade de feridos. Foi mais tarde assassinado pela mafia italiana, embora as causas de tal assassinato ainda estejam envoltas em mistério. Outras discotecas muito conhecidas é a Pacha, a discoteca frequentada pelos vips e a Kiss a única discoteca no mundo que só abre durante o dia!!! É portanto possível dançar ininterruptamente 24 horas por dia. São estas pequenas coisas que fazem de Ibiza um mundo aparte desde os tempos dos Hippies, que se fixaram na ilha quando fugiram dos Estados Unidos para não irem à tropa. Ainda hoje é possível visitar o Mercado Hippie, com a descendência dessa gente e confrontar os seus costumes que permanecem intactos. Não faltam cruzeiros à volta da ilha e outros até Formentera, uma ilha vizinha.

Também a não perder, a Isla Es Vedra, pelo significado paisagístico que reflecte a beleza da costa este da ilha de Ibiza. A Isla Es Vedra é uma pequena ilha bem perto da costa, cujo ponto mais alto está a uma altura de 385 metros. A ilha é de propriedade privada, e o proprietário teve que assinar documentos nos quais se responsabiliza em não construir nada, bem como a ir visitar a sua própria ilha poucas vezes, uma vez que nela habitam, cabras e corvos marinhos em vias de extinção… É considerado património mundial pela UNESCO, e portanto é sobejamente conhecida pelos turistas, e a maior parte dos cruzeiros dão algumas voltas à ilha, embora, claro está, seja expressamente proibida qualquer tentativa de atracamento!

Ibiza é um local onde quase tudo é permitido. Os travestis e homossexuais estão por toda a cidade embora tenham uma rua de culto: a Carrer de la Virgen. Existem praias exclusivamente para homossexuais e nudistas, que por incrível que pareça estão verdadeiramente apinhadas. Também durante a minha estadia em terras insulares, pude ver gente portuguesa famosa como o Herman José, Ana Bola, Joaquim Monchique. Por falar em famosos, a ilha está infestada de paparazis ávidos de fotografias desconcertantes com o intuito de depois serem publicadas nas revistas cor-de-rosas. Ibiza é dos locais turísticos mais mediáticos e procurados em todo o mundo, o que empresta à ilha um cariz deveras cosmopolita e oferece a todos os turistas umas férias de sonho e inesquecíveis…

Igualada

Igualada é uma pequena cidade catalã bastante conhecida pela excelente equipa de hóquei em patins que possui. Mesmo assim, não estivesse a escassos quilómetros do famoso Monestir de Montserrat e até passaria despercebida.
A “Montanha serrada” (mont serrat), com o seu pico mais alto a 1236 metros, é um soberbo cenário para o mais santo lugar da Catalunha, o Monestir de Montserrat, rodeado de capelas e grutas de eremitas. Este mosteiro foi pela primeira vez mencionado no século XI. Em 1409 tonou-se independente de Roma. Em 1811, quando os franceses atacam a Catalunha durante a guerra da Independência, foi destruído. Reconstruído e repovoado em 1844, foi uma baliza da cultura catalã nos anos do ditador Franco. Hoje vivem aqui monges beneditinos. O espectáculo visual é qualquer coisa de indescritível. É lindo e é muito difícil ficar indiferente a tamanho espectáculo arquitectónico e natural. Em jeito de visita começamos pela Plaça de Santa Maria. Os pontos focais desta praça são duas alas do claustro gótico de 1477. a fachada moderna do mosteiro é da autoria de Francesc Folguera. Pela imensidão de caminhos pedonais que existem, é uma chamada de atenção à natureza quase virgem e fantástica. Um desses caminhos é o caminho do Calvário. Esta via começa perto da Plaça de l’Abat Oliba e passa por 14 estátuas que representam as estações da Via Sacra. O panorama de Montserrat compreende um complexo de lojas , cafés e um hotel. O funicular leva as visitas da Plaça de la Creu até à Cova Santa e ao eremitério de Sant Joan.
Em relação à Basílica, alberga a Virgem Negra. La Moreneta, como também é conhecida olha-nos por trás do altar, protegida por uma vidro. O globo de madeira que sustenta na mão, é saliente para os peregrinos a tocarem. A pequena imagem de madeira de La Moreneta é a alma de Montserrat. Diz-se que foi feita por São Lucas e trazida para estas paragens por São Pedro no ano 50 DC. Séculos depois, segundo se crê, a imagem foi escondida dos Mouros na vizinha Santa Cova (“Gruta Sagrada”). Em 1881 a Virgem Negra de Montserrat tornou-se a padroeira de toda a Catalunha. A fachada da Basílica neo-renascentista, foi esculpida por Agapit e Venanci Vallmitjana e representa Cristo e os Apóstolos, construída em 1900 para substituir a fachada plateresca da igreja original consagrada em 1592.

Jávea

À primeira vista Jávea parecia um local calmo e sossegado. Pura ilusão. Só tivemos esta impressão porque ainda era de madrugada, mas com o clarear do dia depressa chegámos à conclusão que nada seria assim. De facto, Jávea embora sendo uma vila piscatória já tem para sul uma imensa área hoteleira, de fronte à Playa del Arenal. Esta de areia fina é verdadeiramente paradisíaca, fazendo parte de uma baía com enormes palmeiras e com uma marginal de sonho. A praia é sem dúvida o local de encontro.
Jávea descansa sobre o Montgo, uma grande montanha que é conhecida internacionalmente e que de qualquer ângulo faz lembrar uma cabeça de um elefante…
Mas afinal onde fica Jávea? É muito fácil identificar com o recurso a um mapa. E isto porquê? Porque no mapa, basta procurar a sul de Valência, a localidade mais a este. E é precisamente nessa língua de terra que entra pelo Mar Mediterrâneo adentro que se encontra a localidade que curiosamente é conhecida pela localidade dos dois nomes: Jávea/Xabia

La Coruna

Ao ser banhada pelo Atlântico Norte, La Coruna é uma cidade onde as praias não são muito concorridas. A cidade gira mais à volta do comércio, do porto marítimo do que propriamente em relação ao turismo balnear. De qualquer modo é uma cidade bonita com uma vida nocturna impressionante. Embora em nada comparável a Madrid by night, La Coruna tem uma imensa legião de discotecas e bares que raramente não se encontram apinhadas. Desde a arquitectura Românica até ao Barroco Galiziano, do Modernismo ao Neo-Classicismo, edifícios de grande valor histórico esperam o visitante que chega a La Coruna. Edifícios e monumentos que surpreende qualquer um, esperam por nós em todos os cantos e esquinas. A cidade tem também para oferecer enumeros museus onde o sexto sentido pode encontrar algo novo e diferente. O Museu da Humanidade, o famoso Domus, um museu interactivo onde se pode ver o bater do coração de um feto, ou ver o nosso próprio esqueleto. Arrepiante não é? Sem dúvida alguma. Ou ir ao Museu da Ciência e experimentar in loco a lei da gravidade. Mas os Museus não ficam por aqui. Também para visitar temos o Museu da Electricidade, o Museu Militar, o Museu da Arte e o Museu Arqueológico. Não é difícil ficar convencido a ir visitá-los, o difícil é mesmo arranjar bilhetes e disposição para esperar nas infindáveis filas.
Mas o ponto de referência em La Coruna é a Torre de Hércules, Torre essa que está rodeada de esculturas imponentes como a Caronte, o grande guarda da Torre todo em bronze, A Rosa de los Vientos ou o Hércules en la nave de los Argonautas, que mostra um herói mítico num grande barco a remos esculpido em granito.
Por estas e outras razões, vir a La Coruna é extremamente apetecível, e com o recurso às auto-estradas, a viagem acontece num ápice…

La Manga del Mar Menor

La Manga como é vulgarmente conhecida teve uma origem no mínimo curiosa! Esta região foi formada por acumulação de areias transportadas pelas correntes marítimas que ainda hoje predominam na região. Os sedimentos elevaram-se à superfície e chocaram com formações vulcânicas e formaram aquilo a que hoje se dá o nome de Mar Menor.
La Manga encontra-se na região de Múrcia, que devido ao seu clima e temperaturas das suas águas recebe o nome de Costa Cálida. Basicamente La Manga é uma barra de areia com 22 km de comprimento que separa o Mar Mediterrâneo do Mar Menor. Esta região está delimitada por outras zonas que merecem grande destaque: Parque Regional de las Salinas e Arenales de San Pedro a a norte enquanto que do lado oposto pontifica o espaço protegido das Salinas de Marchamalo e Las Amoladeras.
La Manga é sem sombra de dúvidas um local paradisíaco e com grande procura por parte dos turistas, uma vez que não só oferece grandes extensões de praia com locais de cultura e lazer. Também as discotecas têm uma grande palavra a dizer ao longo de toda a sua extensão, mas é sem dúvida na Plaza de la Bohemia ou mais conhecida por Alcazaba Zoco que a diversão não tem limites. Também para quem é adepto dos desportos náuticos, La Manga é um local privilegiado, para dar aso à nossa imaginação e destreza…
Imperdivel, é a ida ao Cabo de Palos não só pela beleza que encerra na sua fachada, como também pela magnifica vista sobre La Manga del Mar Menor.

Lleida

Lérida ou Lleida, em catalão, é a única província interior da Catalunha. Mais do que isso, a cidade marca como que a fronteira entre a Catalunha e o resto de Espanha. É nesta província que fica La Suda, um forte, agora em ruínas, tomada aos Mouros em 1149. A catedral, fundada em 1203, situa-se dentro das muralhas do forte, bem acima da cidade. Foi transformada em quartel em 1707, por Felipe V, mas hoje está abandonada, embora continue imponente, com magnificas janelas góticas. Um elevador desce de La Deu Vella até à Plaça de Sant Joan, na movimentada rua comercial para peões que circunda o sopé da colina. Aqui fica a nova catedral e Paeria, a Generalitat (câmara municipal em catalão)reconstruído do século XIII.
Mas vale a pena debruçarmo-nos um pouco na sua rica história. Durante a época romana instalou-se na envolvente do seu núcleo, uma força, estrategicamente posicionada, para ampliar o seu domínio desde o rio Ebro até às imediações da Sierra del Montsant. Decorria o ano 50 AC e Lleida constituía, assim um município romano. A reconquista da cidade em 1149, pelas mãos de Ramon Berenguer IV, conde de Barcelona e por Ermengol VI, conde de Urgell, permitiram um desenvolvimento económico, social e cultural. Lleida passou a fervilhar de vida! Porém tal situação foi desviada da realidade quando, no período compreendido dos século XVII ao século XIX, eclodiu a invasão francesa, que arrasou, por completo a cidade.
A variedade de paisagens da região, são também um cartão de visitas da localidade. As paisagens dos prépirineus e dos Pirinéus, bem como área semi-árida, permitem dispor de um território variado que constitui um laboratório natural incomparável, no qual também se participa em diversas excursões e a sempre hilariante prática de esqui. Com todos estes contrastes é possível passear pela ribera del Segre, admirar paisagens secas ou visitar zonas húmidas de Mitjana, Utxesa ou o Bajo Cinca. A menos de uma hora de viagem é fascinante conhecer as formações mesozóicas da área de Montsec, que constituem uma centro de informação cientifica e didáctica, pelo seu interesse geológico e paleontólogico.

Também muito interessante é ir conhecer o expoente máximo do românico catalão, no Vall de Boí, declarado património da humanidade, ou o Vall d’Aran, que também encerra uma grande beleza. Uma vez aí é obrigatório dar uma olhadela, aos mosteiros de Vallbona de les Monges e ao mosteiro de Santes Creus y Poblet, uma notável representação da arte gótica na cidade catalã de Lleida!

Madrid

Madrid tem os céus mais famosos do Mundo, imortalizados por Goya e Velasquez, que tentaram reproduzir nas suas telas o azul e brilho tão especiais. Mas, seria uma pena que se só andasse em Madrid a olhar para o céu, quando a cidade tem tanto para oferecer, desde Museus, restaurantes, compras a futebol, culminando com uma vida nocturna que só termina quando o sol nasce novamente na Plaza Mayor. E as suas fontes, imensas, das mais bonitas da Europa, fazem com que numa cidade interior, por vezes não se sinta a falta do mar.
Pois é, dizem os críticos que Madrid pode não ter o glamour de Barcelona, mas ganha em estilo que faz disso a sua subsistência, com a sua memorável colecção de museus e galerias, bonitos parques e jardins sem esquecer a inesquecível vida nocturna toda ela concentrada na Plaza del Dos de Mayo, mais conhecida por Malasana.
A primeira coisa a visitar em terras madrilenas é sem sombras de dúvidas a Puerta del Sol. Em parques diametralmente opostos temos a oeste o Campo del Moro e a este o Parque del Bueno Retiro. O primeiro possui lagos de rara beleza e os jardins do Palácio Real e da Catedral de la Almudena. Parque del Bueno Retiro é verdadeiramente surpreendente e tal como o nome indica é dos poucos sítios onde se pode ter algum sossego na capital espanhola! É inadmissível perder também, o Museu del Prado, uma das galerias mais visitadas no mundo. Ao lado deste museu fica a Casón del Buen Retiro, casas que possuem no seu interior uma excelente colecção da arte espanhola do século XIX. Também para ver a decoração do interior do imperdível Palácio Real. Para quem gosta, e por estarmos em Espanha na Plaza de Toros Monumental de las Ventas pode-se assistir a corridas de touros com as bancadas sempre esgotadas. Eu pessoalmente dispenso!

Em relação a praças, Madrid tem para todos os gostos. Desde a mais famosa Plaza de la Cibeles, local de celebração por todos os êxitos desportivos do Real Madrid, pela Plaza Castilla com as inconfundíveis torres gémeas inclinadas e acabando na Plaza de Colón que marca a substituição do nome da grande avenida de Paseo de la Castellana para Paseo de Recoletos e posteriormente para Paseo del Prado. Depois há também a mítica Plaza Mayor. Uma grande praça de forma quadrada emparedada por edifícios, que a delimitam onde é expressamente proibido circular de automóvel e onde se pode apreciar a gastronomia típica espanhola, recorrendo aos inúmeros restaurantes da praça. No domingo de manhã, não esquecer que é dia da feira de El Rastro. É importantíssimo lá ir principalmente se durante a visita a Madrid alguém for roubado. Lá por certo que se encontra o material. Muito cuidado com carteiras e afins para não se ter que comprar aquilo que já nos pertenceu…
Escusado será dizer que no Verão, o melhor é tomar uns banhos(!) nos lagos dos parques, porque a temperatura pode chegar a uns surpreendentes 48ºC. E é assim a capital do país vizinho, que conta com cerca de 4 milhões de habitantes, uma cidade que aprecio muito e que cada vez que a volto a visitar, descubro outras palpitantes razões para voltar!…

Malaga

Malaga é a maior cidade costeira da Andaluzia, que apresenta uma genuína e típica cidade daquela região espanhola, com um grande individualismo, intacto pelo turismo e, em certa medida, com o passar dos tempos! Há 3000 anos os fenícios atracaram em Malaga e chamaram-na Malaca e usaram o seu porto marítimo como um importante centro de salga de peixe. A fortaleza que olha para Malaga no cimo de uma pequena colina, construída pelos primeiros ocupantes da cidade foi transformada num museu arqueológico, com uma importante colecção de porcelana fenícia.

Os Mouros ocuparam-na até ao meio do século XV, depois do qual cresceu até ser considerada um dos maiores pólos comerciais de toda a península ibérica. Este magnifico passado, deixou marcas na zona histórica, particularmente ao longo de La Alcazaba, uma fortaleza que data de 1065 e que é agora um fascinante museu arqueológico. Outro ponto de interesse é o bem perto castelo, que foi reconstruído pelos Mouros e que hoje alberga um tradicional parador (pousada), que oferece ao visitante deslumbrantes vistas panorâmicas.
Malaga, por ironia, sempre foi conhecido pela popular estância de Inverno. E porquê? Como é sabido Malaga encontra-se na costa mediterrânica, e portanto não tem neve! (Quem desejar pode visitar a vizinha Sierra Nevada). Mas a cidade sempre proporcionou bons espectáculos culturais, cheios de elegância e sofisticação. Para apreciar, durante o Inverno, concertos ao ar livre em todos os domingos, que são verdadeiros chamarizes ao turistas. Assim não é uma cidade que vive apenas do turismo balear. O impressionante parque na Calle Alameda é reconhecida como sendo uma das mais celebres colecções botânicas da Europa. Também muito peculiar existe o Museo de Artes y Costumbres Populares. É um pequeno museu em Meson de la Victoria passa em revista os trajes típicos desta região andaluz.
Em conclusão, Malaga é uma cidade bem junto ao mar, mas não faz dele a sua única subsistência!

Múrcia

Bela cidade a de Múrcia! Possui muitos pontos de interesse, onde é fundamental dar uma olhada… Na costa sudeste espanhola, Múrcia ergue-se quase solitariamente. Encravada entre a auto-estrada Alicante-Almeria, a cidade vive do turismo que no Verão, entope por completo a cidade. E há muito para ver. Destaco já, a Catedral de Múrcia que foi de tudo o que vi o que mais me impressionou pela sua magestosidade e elegância. É o templo mais importante da região onde sobressai uma magnifica sobreposição de estilos. Possui uma história curiosa: começou a ser construída sob uma mesquita em 1394, e em 1462 a sua construção estava finalmente concretizada… Mas toda a sua história e arte encontram-se relatados num catálogo em pedra à entrada da catedral. Esta conta com portas de grande valor histórico, como sendo a Puerta de los Apóstoles que é a mais antiga e a Puerta de las Cadenas que data de 1513 e conserva a sua forma original! Do século XV é a capela de Los Vélez coberta com uma abobada de estrelas de 10 pontas e com uma profunda decoração que deixa qualquer um maravilhado.
Também a não perder o Palácio Episcopal que delimita a Plaza de la Catedral a sul. A sua construção começou em 1748 no estilo rococó com traços neoclássicos, onde colaboraram muitos arquitectos especializados em obras religiosas. A fachada posterior incorpora o célebre Martillo, o miradouro usado pelo bispo, donde a paisagem é dominada pelo río Segura e a Plaza Glorieta, que é a praça mais querida e apreciada pelos murcianos (pela semelhança de nomes devem ser aparentados com os marcianos!…), concebida como um grande espaço aberto segundo os cânones barrocos.
Em relação aos museus, a escolha também não é difícil de tomar: Museu de Arqueologia, Museu de la Catedral de Múrcia e o Museu Paleontológico. O primeiro, fundado em 1864 guarda colecções dos mais famosos achados arqueológicos da região.

O Museu de la catedral de Murcia, foi concebido pelo Bispo Miguel de los Santos e aberto ao público em 1956. Destaca-se das suas peças algumas de grande valor: o sarcófago romano das Musas(século II a.c.) e os documentos selados do Rei Sancho IV de Castilla que datam do ano de 1291. No que toca às pinturas, os retratos de Bernabé de Módena (século XIV) e o gótico de San Miguel são os mais procurados.

O Museu Paleontológico pertence à Asociación Cultural Paleontológica Murciana, que tem na sua posse um magnifico escape para a história geológica da região de Múrcia, albergando na sua colecção algumas das jóias da fauna marinha e continental. A jóia da coroa é a carapaça de uma tartaruga gigante, do período Mioceno com uma cronologia de 7 milhões de anos(!), encontrada aquando da construção do Puerto de la Cadena. Para preencher um dia em que não apeteça ir às praias da região, a ida a Múrcia será sempre uma oportunidade para conhecer uma cidade que tem muito para oferecer…

Salamanca

Passagem quase obrigatória para quem se dirige para a costa leste espanhola, Salamanca é uma cidade cheia de história. Considerada pratimónio mundial da humanidade pela UNESCO, esta zona é de grande beleza. Salamanca é um centro de cultura por excelência. Não será com toda a certeza alheio a isto, que a cidade foi a capital Europeia da Cultura 2002! Dos muitos pólos de interesse existe um que suscita grande curiosidade: as gémeas Catedral Vieja e Catedral Nueva. A segunda foi mandada construir em 1513, quando a primeira já se mostrava pequena. Mas é na Catedral Nueva que existe um altar que só mesmo visto ao vivo, se consegue perceber a valiosidade de tal objecto. Este altar construído de propósito para esta catedral foi obra de dois irmãos italianos e consiste na sobreposição de duas partes em contraste que dão um aspecto ornamental irreal e ao mesmo tempo fantástico… O Pátio Chico é uma tranquila praça em quadrado onde as duas catedrais se encontram transformando aquele espaço num fascinante contraste de estilos arquitectónicos!
Seria injusto não falar da Casa de las Conchas, que é uma enorme mansão datada do século XV onde é fácil ser distinguida dos demais edíficios uma vez que as suas paredes estão cravadas com conchas. Hoje acomoda o posto de Turismo de Salamanca.
Não menos bonito é o Convento de las Dueñas, fundado em 1419 por Doña Juana Rodríguez Maldonado. No centro do convento coexiste um pequeno jardim e um pátio com chão deveras irregular e portanto muito traiçoeiro e propício a quedas que pretende ilustrar o inferno de Dante, bem como as esculturas que um pouco por todo o pátio, pretendem caracterizar um
ambiente com um toque de hostilidade… Logicamente, que ainda muito ficou por contar, mas basicamente são estes os locais que fazem de Salamanca uma cidade com muita procura turística.

San Sebastian

San Sebastian faz parte do pais basco a escassos km da fronteira com França no Golfo de Vizcaya. Tem portanto o privilegio de ser uma cidade costeira e muito perto dos Pirinéus, o que faz de San Sebastian um local de grande interesse turístico.
San Sebastian também é conhecida pelo seu nome em basco. Donostia é portanto um local de grande referencia para toda a comunidade basca. Embora desconhecendo com exactidão o ano da sua fundação, em San Sebastian aparece considerado por todos, um falso documento datado de 1014 de Sancho el Mayor de Navarra, no qual a cidade de Donostia teria sido fundada pelo abade de Leyre e o bispo de Pamplona. Quase um século mais tarde, em 1101, foi confirmado pelo rei Pedro Ramírez que contra todas as expectativas afinal tinha sido Sancho el Mayor de Navarra o grande responsável pela sua fundação!

O crescimento desta cidade fronteiriça foi excepcional, quiçá ajudado pela sua excelente posição geográfica ( todo o trafego internacional passa por San Sebastian). A cidade foi construída ao lado do Monte Urgull que assim protegeria San Sebastian das intempéries. Hoje há muito que a cidade ultrapassou essa zona, tendo-se estabelecido em toda a baía. Donostia tem praias muito bonitas como é o caso da Playa de La Concha, Ondarreta e La Zurriola (também conhecida como a Playa de Gros), sobejamente conhecidas e apreciadas pelos espanhóis e por todos os que lá decidem parar. Mas não é só de praias que vive San Sebastian. A beleza desta cidade transcende em muito a sua beleza natural. Para começar o Museu de San Telmo alberga uma importante colecção de pinturas oriundas do país basco. Foi fundado, como convento de los Dominicos entre os anos 1530-1550. O claustro é de estilo renascentista. Durante três séculos o edifício foi residência dos Padres Dominicanos. Em 1836 foi destinado a um quartel de artilharia. Já no século XX foi recuperado para a cidade e posteriormente a sua adaptação para museu municipal. Não menos bonita é a Catedral del Buen Pastor. Levantada no centro de uma extensa praça. Foi inaugurada em 1897, obra do arquitecto Manuel de Etxabe. É a igreja de maior tamanho da cidade. A planta do edifício é rectangular e simétrica e tem uma superfície de 1.915 metros quadrados.
Para terminar também merece menção o Palacio de Aiete, no bairro com o mesmo nome. Situado numa das colinas que rodeiam o centro da cidade, foi construído em 1876 pelos Duques de Bailén. É na actualidade um edifício de propriedade municipal cujos luxuosos jardins estão abertos ao público.

Também vale bem a pena dar uma espreitadela ao Teatro Victoria Eugenia. Foi inaugurado em 1912.. Em principio de século San Sebastian era destino turístico mundial, pelo que por este Teatro passaram afamadas figuras da música espanhola e mundial. Actualmente é sede dos concertos da prestigiosa Quincena Musical Donostiarra e do Festival Internacional de Cine. Em 1983 o teatro foi comprado pelo Ayuntamiento de San Sebastian (o mesmo que dizer pela câmara municipal) e em 1985 realizaram-se obras de restauro quer no seu interior como exterior para ser modernizado e corresponder às expectativas criadas pelo novo público!

Santa Pola

Santa Pola é uma cidade costeira a 20km de Alicante e que portanto é frequentada pelos alicantinos durante todo o ano como escape do trabalho. Porém esta cidade desenvolveu-se muito à custa dos habitantes locais que sempre acreditaram no potencial daquela terra. E não era para menos! A cidade proporciona de tudo um pouco: desde o turismo balnear, passando pelas actividades económicas e industriais bem alicerçadas pelas salinas de Santa Pola, que são as segundas maiores de Espanha.

No Verão a cidade enche-se de turistas desejosos de pisar as areias finas das suas belas praias. E são tantas: Playa del Varadero, Playa Lissa, Playa de Levante, Gran Playa e as Callas de Santiago Bernabeu. Mas para mim as melhores são as que se encontram em Santa Pola del Este uma pequena localidade pegada a Santa Pola em que as praias formam pequenas baías com palmeiras e agua cristalina. Um verdadeiro paraíso!…
É também no Verão, mais propriamente de 6 a 17 de Agosto que Santa Pola acolhe os festejos de Nossa Senhora de la Assuncion. A cidade engalana-se para proclamar a devoção à sua santa. São 2 semanas de intenso fogo de artificio colocado estrategicamente em todos (não me enganei – são realmente em todos!) os edifícios de Santa Pola… É inimaginável o espectáculo que nos é proporcionado durante todo o dia (também não me enganei!) e que ficará para sempre na minha memória visual.
A nível de monumentos é fácil eleger o Palace Castillo como o lugar de visita obrigatório. Edificado na praça principal, o castelo é um sonho, que em tempos acolheu altas personalidades espanholas e mundiais. Ainda hoje tem o charme dos tempos áureos.
A noite de Santa Pola é também muito procurada por todos. E aqui tenho que eleger a discoteca Elcano que sobressai do areal da Gran Playa. É de facto a discoteca mais conhecida e frequentada da região, onde se encontra músicas para todos os gostos e feitios, e onde se pode acabar a noite da melhor maneira.

Não poderia também deixar de referir a Isla de Tabarca. Esta ilha, autêntico monumento natural, a única habitada na Comunidade Valenciana, antigo refugio de piratas e corsários, pertencem hoje ao município de Alicante. As águas que a rodeiam estão declaradas como Reserva Marinha. Conta com um importante recinto fortificado: muralha, baluarte e portas. Nela se destaca a igreja e o castelo de San José. Tabarca foi declarada Conjunto Histórico-Artístico em 1964 . De momento a ilha está alugada a altas individualidades, que fazem questão de passar férias caras e… bombásticas!
Bombástico foi o que aconteceu no dia da minha chegada a Santa Pola. A ETA voltou a atacar. Numa das artérias mais concorridas da cidade, ao lado da sede da Guardia Civil, a ETA fez explodir um carro armadilhado, que para além de destruir por completo um prédio (teve que ser posteriormente demolido), atingiu mortalmente uma criança de 6 anos e um senhor de 56. O comentário da ETA às consequências deste atentado foram no mínimo repugnantes: A morte dessa criança foi o culminar da luta basca! Sem comentários!… A cidade ficou em estado de choque e pela primeira vez (e espero que pela última) sofri ao lado do povo espanhol e apercebi-me o quanto é difícil viver com medo de novos atentados. A cidade ficou sitiada por completo, uma vez que corria o boato de que os etarras ainda continuavam na cidade a fim de cometer novos atentados. Em consequência ninguém entrava nem saia de Santa Pola e a Guardia Civil tinha ordem para revistar qualquer pessoa com comportamento suspeito. Mas de facto o boato tinha razão de ser. A ETA ainda colocou uma bomba debaixo de palmeiras a 15 metros de profundidade na Gran Playa, que só não explodiu porque o temporizador tinha sido mal montado. A policia apenas a descobriu 3 dias após uma chamada de ameaça de bomba. Nem quero pensar na tragédia que poderia ter acontecido, se nada tivesse falhado aos etarras, uma vez que a Gran Playa é frequentada diariamente por 5 mil pessoas e nas imediações encontra-se a tal discoteca Elcano, que costumava frequentar e que à noite se encontra sempre cheia. A ETA não dá tréguas em férias para ver se consegue prejudicar a economia espanhola, onde o turismo balnear gere uma enorme receita…
Em jeito de conclusão, Santa Pola tem muitos atractivos a serem explorados: é uma cidade alegre, cheia de luz, com lindas tradições e um clima de fazer inveja…

Sevilha

Sevilha é uma das mais atraentes cidades espanholas, com maravilhosos parques e jardins, monumentos Muçulmanos, touradas e uma gigantesca população estudantil. Mas por incrível que pareça esta cidade da Andaluzia só começou a ser conhecida além fronteiras com a Expo 92.

A catedral da cidade figura no Guiness Book of Records por ter a maior área que qualquer outra no mundo inteiro. A sua estrutura praticamente toda realizada em Gótico está agora um pouco modificada quando em 1511 houve uma derrocada. Apartir daí a requalificação da zona afectada foi feita no estilo Renascentista. O topo da torre denominada por Giralda é naturalmente um local privilegiado para observar a cidade. Também a não perder, existe o Alcázar, um magnifico palácio dos tempos Muçulmanos em Espanha e o Archivo de Indias, com um espólio de cerca de 40 milhões de documentos do ano de 1492 sobre a descolonização das Américas.
Na lista de atracções surgem também, o Parque de Maria Luisa, que tem inúmeros trilhos (alguns algo perigosos), pequenos mas deslumbrantes jardins, fontes e gigantesco relvados a perder de vista. Em Sevilha também se pode encontrar, o Museu Arqueológico, que possui um interessante colecção de estátuas partidas e lápides de bronze, bem como o sempre bonito Museu de Artes y Costumbres Populares, que dá sem dúvida a conhecer ao turista os hábitos do povo sevilhano.
Em suma, Sevilha é outra cidade espanhola que merece a nossa atenção e visita…

Sitges

Sitges é uma pequena cidade marinheira a cerca de 40 km a sul de Barcelona. Dispõe das melhores infra-estruturas turísticas de Espanha e é talvez por isso que a pequena cidade é entupida nas férias para gozo dos turistas. Imagine-se que a cidade oferece aos turistas, 3(!) portos desportivos para o gozo do sol e do mar de águas quentes!

A economia de Sitges, assenta sobretudo no turismo e na industria, principalmente na industria da construção civil.
Sitges foi convertido num centro comercial de grande afluência turística durante todo o ano, pelo que foi necessário construir uma grande quantidade de casas e chalets que cumprem a função de segunda residência ou de ocupação de veraneio para desfrutar dos mais de 300 dias de sol por ano.
São muitos os bares ao longo da marginal de Sitges, onde o artista modernista Santiago Rusiñol viveu muito tempo. Deixou a sua colecção de cerâmicas e pinturas ao Museu Cau Ferrat, onde também há obras de El Greco.
Hoje em dia, Sitges, é também uma popular estância gay.

Valência

É a terceira maior cidade de Espanha e é a capital da província de Valência. Banhada pelo Mar Mediterrâneo, é um lugar de turismo balnear por excelência. O clima é bestial propicio a banhos nas imensas praias valencianas. Também para apreciar existe o festival primaveril Las Fallas, um dos mais loucos do país, onde a folia e a boémia estão bem patentes.
Um sítio quase considerado de culto é o Palacio de Marqués de Dos Aguas. A fachada é extravagantemente esculpida e por dentro é simplesmente belo. O Museu de Bellas Artes expõe trabalhos de talentos tais como El Greco, Goya, Velázquez e um grande número de impressionistas naturais de Valência. Ainda ligado às artes, também merece destaque o inglês Institute of Modern Art, que curiosamente, não apresenta trabalhos ingleses mas única e exclusivamente uma impressionante colecção de arte espanhola do século XX.

A vida em Valência é vivida a um ritmo impressionante: muito dificilmente alguém pára nos vermelhos dos semáforos, o rio de Valência foi mudado de local(!) e o antigo curso do Rio Turia foi aproveitado para a construção de campos desportivos e de lazer.
Porém existe um local que embora ainda não esteja pronto já é por si só o ex-libris da capital da província de Valência: o Museu de les Ciencies Principe Felipe. Uma majestosa área edificada na zona nova de Valência chamada Ciutat de les Artes e les Ciencies. De qualquer maneira, é imperativo que daqui a alguns anos (logo que o museu esteja completo, assim como a área envolvente) se passe por lá e se aprecie um local que oferece uma inquestionável mais valia para a nossa cultura científica.

Para terminar esta visita é licito eleger, a Catedral de Valência, como um local privilegiado. É que graças à sua torre é possível ter uma excelente vista de toda a cidade banhada pelo Mar Mediterrâneo e que tem tido ao longo dos últimos anos um desenvolvimento turístico, económico e social capaz de num futuro próximo ombrear com Barcelona e Madrid.

Valladolid

Valladolid ergue-se no coração de Espanha. É por isso uma cidade com um clima de extremos: um frio de cortar a respiração no Inverno e um calor arrasador no Verão!
Existe uma teoria linguística que explica o nome de Valladolid a partir de um topónimo de origem celto-romana: valle tolitum, que significa vale de aguas, o qual permite supor a existência de uma vila durante os tempos romanos que terão sobrevivido à dominação visigoda.
Épocas de esplendor acumularam em Valladolid restos arqueológicos e arquitectónicos que mostram a sua personalidade e permanecem como sinal de identidade. Junto a vestígios celtas, romanos e visigodos, Valladolid orgulha-se de possuir um amplo mostruário de todos os estilos que marcaram a arte. A monumentalidade românica da torre da igreja de Santa María de la Antigua, construída a mando do fundador da cidade, o gótico também nessa torre, o flamígero nas fachadas de San Pablo ou San Gregorio, o renacentismo do Palacio de Santa Cruz. Monumentos civis e eclesiásticos disseminados na sua maioria na zona antiga da cidade. Junto a eles palácios e casas mostram a pujança da que um dia foi a Corte y Capital del Reino. As personalidades mais poderosas e mediáticas de Espanha tinham em Valladolid a sua residência, como o Conde de Benavente, ou o Conde de Gondomar entre outros.
Palácios que foram testemunhos de feitos cruciais para o desenrolar histórico, como a boda dos Reis Católicos, celebrada no Palacio de los Viveros ou o Palacio de los Pimentel, no qual nasceu Felipe II.
Toda a cidade é um entrelaçado de ruas, praças, casas, palácios, igrejas, que fazem de Valladolid uma autentica confusão diária. Foram nascendo ao largo dos tempos e hoje constituem a entranha de Valladolid, uma cidade alegre pelos seus monumentos mas que acima de tudo luta por salvar os velhos ícones citadinos, cheios de sabor e de nostalgia, como o Pasaje de Gutiérrez, símbolo de uma época comercial, ou as zonas pedonais como as Calles de Santiago, Cadenas de San Gregorio, Mantería e Teresa Gil ou por fim a Plaza de San Andrés.
A jóia dos museus de Valladolid é o Museu Nacional de Escultura Policromada, único no mundo pela riqueza e qualidade representativa das suas obras.
Teve o seu inicio em 1828, quando um grupo de académicos da Purísima Concepción reconheceu na dependência das suas instituições alguns documentos que atestavam a existência de valorosíssimas obras de arte algures escondidos nas igrejas da cidade.
Dois anos depois instalam-se essas obras no antigo Colégio de Santa Cruz. Em 1842 inaugura-se oficialmente o museu, que depois de bastantes anos de vida incerta, conhece o auge importante da sua existência quando foi definitivamente instalado no Colégio de San Gregorio.
Os museus de Valladolid não ficam por aqui. Esta cidade possui uma quantidade impressionante de museus que devem ser visitados uma vez que muitos deles têm para mostrar verdadeiras preciosidades…

Vigo

Vigo é a maior cidade da Galiza e de todo o noroeste espanhol. É banhada pelo Oceano Atlântico o que espelha bem a história desta cidade: comércio piscatório e local de troca e vendas de produtos oriundos sobretudo do continente americano.
Embora tendo ainda conservado as suas actividades características Vigo, teve um desenvolvimento a todos os títulos brilhantes: possui um dos centros desportivos mais modernos da Europa, devido ao seu porto marítimo apresenta um sector industrial invejável o que faz desta cidade o maior pólo fabril da Galiza. Mas não se fica por aqui. Pode-se também acrescentar: a indústria automobilística, as conservas e outros ramos alimentícios, a construção civil, o vidro, a cerâmica, a moda, são algumas das principais actividades dentro de uma oferta muito diversificada.

A configuração da cidade histórica: a vila medieval, o Casco Vello, entre o Monte de Castro e a Punta da Laxe, têm como época chave o século XVI e isto porque esta zona foi palco de construções e demolições devido às invasões, saques e incêndios, por um lado, e por outro, as constantes epidemias de peste e a fuga em massa das populações.
Um espectáculo natural é sem duvida as chamadas Islas Cíes que não são mais do que um conjunto de três ilhas ao pé da Ria de Vigo que empresta o seu nome à cidade. Estas ilhas com o nome de: a Isla del Faro, a Isla Norte e a Isla Sur ou de San Martiño, são uma espécie de muralha natural contra as tempestades que abundam nesta zona…

As praias de Vigo são locais de encontro onde é possível praticar vários desportos náuticos bem como nos seus vastos areais desfrutar de uma temperatura ambiente bastante aprazível. A temperatura da água é que não é muito convidativa porque mesmo no Verão está muito fria!
É uma cidade lindíssima e está aqui tão perto…

Vilanova i la Geltrú

Vilanova, como é simplesmente conhecida, encontra-se ao lado de Sitges e é a capital da região de nome El Garraf, que se encontra entre a zona metropolitana de Barcelona e a de Tarragona. A sua rica história remonta a muitos séculos atrás, especialmente no ano de 1274, data em que foi celebrada a Carta Pobla, que é equivalente ao foral das cidades portuguesas de antigamente, concedido então pelo rei Jaume I.

Como cidade, consegui captar o interesse de muitos residentes na área, que se fixaram ao longo dos tempos, dando a Vilanova i la Geltrú uma inúmera população residente, que se junta, no Verão uns milhares de turistas ávidos do excelente clima, para aí desfrutarem de umas férias da melhor maneira. A economia desta cidade catalã, sempre foi muito dinâmica assentando sobretudo na sua agricultura, nomeadamente a vinicultura, cujos vinhos são muito apreciados por toda a Catalunha. Mais tarde foi a industria têxtil e ainda mais recente o turismo, têm dado uma grande ajuda para o desenvolvimento da região. O turismo está tão enraizado, na cidade que esta possui instalações turísticas de inegável qualidade. A titulo de exemplo, Vilanova possui um complexo de desportos náuticos onde se conta um porto desportivo, praias, passeios marítimos e campos de golfe.

Há também o cuidado de manter os residentes e turistas com algo de cultural para fazer. Aqui destaca-se o The Victor Balaguer, onde está instalada uma colecção de arte românica catalã e o museu ferroviário, que faz as delicias de quem o visita. Existe também, um programa de cultura deveras variado, com espectáculos no domínio do teatro, cinema e música, onde o ponto alto, é a realização do Festival Internacional de Música Tradicional e Popular. A cidade também oferece uns dos mais intensos calendários de celebrações tradicionais na Catalunha, como sejam o Els Tres Tombs e a Fiesta Major, sem esquecer o famoso carnaval.
É portanto uma cidade, que embora não seja muito grande, em comparação com as vizinhas Barcelona e Tarragona, tem muitos divertimentos e espectáculos para mostrar e entreter residentes e turistas.

Zaragoza

É a capital do Reino de Aragón e encontra-se no Valle del Ebro, banhada pelo rio que lhe dá nome. O seu clima é mediterrâneo e as suas terras tendem a ser áridas. Zaragoza, tem uma população residente que ultrapassa os 607 mil habitantes, o que faz dela uma das maiores cidades de Espanha. Possui uma localização deveras curiosa. A cidade constitui o ponto de encontro da auto-estrada Madrid- Barcelona e da Bilbao- Valência, que se converte num excepcional ponto intermédio de encontro. É talvez devido a esta localização que consegui fixar tantas pessoas. Interessante é saber que precisamente na auto-estrada que atravessa Zaragoza, proveniente de Madrid com destino a Barcelona, encontra-se uma pequena viga metálica em forma de ponte, que simboliza o Meridiano de Greenwich!
Fundada pelos Romanos no ano 24 AC, condecorou Caesaraugusta, que emprestou à cidade aquele que seria o seu primeiro nome, uma vez que foi o principal difusor da cultura romana. A sua estrutura fortificada fê-la defensora do Reino Visigodo.

Com a chegada dos Muçulmanos no ano 714, passa a ser a capital da Marca Superior de Al-Andaluz (nome dado a Espanha pelos Muçulmanos!), tornando-se independente em 1018, sendo a primeira capital do Reino de Taifas. Precisamente um século mais tarde, o rei Alfonso I de Aragón, o Batalhador, conquistou-a aos Mouros. Foi por esses tempos que a engrandeceram e lhe deram privilégios, conseguindo para os seus habitantes uma liberdade que não conheciam. O seu caracter aberto e hospitaleiro, unido à sua monumentalidade, enriquece qualquer pessoa que chega a Zaragoza.

Quanto aos monumentos, é possível apreciar a Iglesia de Santo Domingo, uma igreja barroca pertencente ao antigo convento de Dominicanos, que é hoje destinado a um auditório municipal. Também interessante é a Iglesia de San Miguel e o Convento de Santa Clara. São dois edifícios religiosos contíguos a uma praça. A primeira em vésperas de remodelação é uma pequena igreja gótica com pormenores românicos. Santa Clara é uma igreja barroca com cúpula. A Casa Consistorial preside a praça com a sua esbelta fachada tipicamente renascentista.

Quanto a museus, é licito salientar o Museo Provincial. Situado na Plaza Sítios, foi construído em 1909 a fim de participar na exposição hispano-francesa. Alberga restos pré-históricos e arqueológicos junto a uma interessante exposição de pintura, onde se destacam valiosas pinturas de Goya. Mas, na minha opinião o que mais impressiona é a Basílica de Nuestra Señora del Pilar de Zaragoza. Segundo a tradição no dia 2 de Janeiro do ano 40, a Virgem Santíssima apareceu ao apostolo Santiago e a um grupo de convertidos que se encontravam nas margens do Rio Ebro. Aí a Virgem mostrou desejo de que fosse construído um culto, precisamente nesse local. Santiago e os seus companheiros, construíram uma capela, que ao longo da história foi sendo modificada até dar lugar a uma magnifica basílica.

A cidade de Zaragoza uma cidade que convida a percorrer as suas ruas e avenidas, descobrindo a beleza de uma cidade aberta, e que ainda hoje se abre dia a dia ao mundo!…

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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Última atualização da página: 13/01/2018 às 3:08 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)