Vinho - História do vinho, Vinho Grego, Nectar dos Deuses
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Vinho

Atualizado em 13 Janeiro 2018

Vinho , o Nectar dos deuses:

No vinho, tem-se encontrado ao longo dos séculos uma contínua fonte de inspirações, devaneios, excessos, ódios, amores. Poetas como Virgílio inspiraram-se no vinho, o imperador romano Domicio declarou-lhe guerra, no Velho e Novo Testamento é amiúde citado, Napoleão não o dispensava antes de uma batalha, o escritor Washington Irving era um célebre amante de vinho e Thomas Jefferson um verdadeiro entendido.

Desde a mais remota história

Na literatura, mitologia, religião, ciência, entre muitos outros domínios, o vinho tem, desde tempos remotos lugar cativo, mais não fosse por, segundo algumas perspectivas, ter nascido com a própria História. Alguns estudiosos vão mesmo mais longe e afirmam que o vinho esta na génese da civilização. A vinha só produzia uvas para a vinificação depois de 4 anos, pelo que a tribo se mantia estabilizada, praticando algumas artes domésticas.

Egípcios – Vinho sagrado

Algumas pinturas murais encontradas nos túmulos do Antigo Egipto revelam sinais de grandes bebedeiras entre as classes mais altas. Com alguma frequência surgem imagens de individuos transportados em ombros por escravos O vinho era, na época, também utilizado em sacrifícios e para tratar os doentes.

Os proprietários de vinhas no Egipto obrigavam os seus escravos a nelas permanecerem de manhã à noite a fim de evitar o ataque dos pássaros. Tal como na actualidade os vinhedos já tinham nome e os selos uma designação relativa a uma dada colheira “Bebida de Horus”. Se uns primavam pela brevidade, outros eram verdadeiros tratados de eloquência, como o que se segue: “No ano XXX, Bom vinho do vasto território irrigado do templo de Ramsés II e Per-Amon. O chefe dos vinicultores, Toutmés”. Vindimava-se com pequenas foices e os cachos eram guardados em fundas tinas. Já se pisava o vinho, ao ritmo de canções alegres.

Gregos – Inimigos das bebedeiras

Homero (séc. VI a.C.) era, segundo a tradição, cego. Tal não obstou a que fose um dos maiores visionários do mundo grego e entendido, também, em vinhos, citando-os nas suas obras. Na Grécia as vindimas levavam multidões aos campos. As uvas eram pisadas com os pés descalços. Depois de terem bebido o vinho novo os senhores permitiam que os escravos lhes dirigissem ditos jocosos. Os mostos gregos eram salgados, pois para conservar o vinho, eram-lhe adicionados cinza, cal, pez e certas quantidades de água do mar.

As bebedeiras não eram, no entanto, muito bem vindas. Para as prevenir o rei Saleuco decretou que o vinho se destinava unicamente aos enfermos. Se alguém com saúde o tomasse seria condenado à morte. Pittaco, um dos sete sábios, decretou uma lei que castigava duplamente as faltas cometidas no estado de embriaguez.

Romanos e gauleses

Os romanos herdaram a vinicultura e incluiram o hábito de beber vinho nas orgias. Para a História ficaram famosas as orgias dos imperadores Nero e Tibério. Tal como os gregos, os romanos, faziam tintos, brancos e âmbar. Apreciavam particularmente os vinhos doces. Obtiam diversos vinhos juntando-lhes mel, pimenta, rosas, mirra, folhas e frutos. Entre as mulheres vigorava a proibição de ingerir vinho, pelo que bebiam água pé

Na França, há 2600 anos já se cultivava a vinha. Os gregos no século XVII a.C, ao desembarcarem na Provença, ensinaram aos habitantes locais a cultura da vinha. Assim, Júlio César ao entrar na Gália, cerca de seiscentos anos depois, encontrou prósperos vinhedos. No tempo das conquistas romanas o cultivo da vinha incentivou-se na região de Bordéus e Brogonha e Champanha. Produziam-se então muitos vinhos finos e existia o hábito de oferecer ao hóspede tantas taças de vinho quantas letras tinha o seu nome.

Carlos Magno e a Vinha

Com as invasões bárbaras dos Hunos e Sarracenos, os vinhedos do império romano sofreram bastante só recuperando, mais tarde, com Carlos Magno. O imperador era um grande apreciador de vinho. Na época, os monges necessitados de vinho puro para celebrar a homilia, plantavam a vinha nas cercanias dos moesteiros. Tornaram-se mestres na vinivultura. Atavam paus compridos aos rabos dos cães para os impedir de correr entre as videiras e de lhes danificar os cachos maduros. Ainda durante a Idade Média todos os vinhos eram consumidos novos, alguns seriam ácidos. Acrescentava-se então mel, especiarias e pimenta. Obtinha-se, assim, a força do vinho, a doçura do mel e o perfume dos aromatizantes.

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