Xerostomia - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Xerostomia

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

Xerostomia – Factores etiológicos:

A xerostomia pode definir-se como uma sensação subjectiva de boca seca. Descrita pela primeira vez por Bartley, em 1868, é uma situação clínica cuja importância em Cariologia tem sido, desde há muito, amplamente reconhecida.

Associada, em geral, com alterações das glândulas salivares, a sensação de boca seca pode ter, no entanto, causas múltiplas cuja averiguação é extremamente importante na prática clínica, uma vez que se trata duma condição favorecedora de diversas manifestações patológicas na cavidade oral.

Uma redução do fluxo salivar acompanha-se do desenvolvimento de lesões de cárie mais numerosas e também de evolução mais rápida, definindo estas características uma entidade clínica hoje geralmente designada por cáries rompantes.

Um exemplo eloquente do que acaba de afirmar-se é representado pelas cáries quase sempre apresentadas pelos irradiados da cabeça e pescoço quando não se tomaram medidas adequadas de protecção das glândulas salivares principais, designadamente das parótidas, antes de proceder-se à irradiação.

O artigo de Billings e col. que agora se passa em revisão e do qual se apresenta apenas uma síntese, merece ser lido na íntegra pelos conhecimentos que proporciona sobre os factores associados com a xerostomia.

Este artigo refere os resultados duma investigação em que participaram 710 indivíduos adultos de ambos os sexos e com idades compreendidas entre os 19 e os 88 anos.

Trata-se de um estudo transversal, constituindo os indivíduos estudados uma amostra de conveniência recrutada a partir de diversas fontes (locais de negócios e de comércio, colégios, universidades, centros de idosos).

A determinação de como um indivíduo pode ser ou não considerado com xerostomia foi feita com base nas respostas a um questionário do qual constavam ainda questões relativas à saúde oral e saúde geral, medicação utilizada e sintomas de xerostomia.

As respostas a estas questões foram comparadas com dados objectivos a partir da determinação do fluxo salivar (fluxo de saliva não estimulada e fluxo de saliva total estimulada).

Os autores verificaram que sintomas característicos de xerostomia foram referidos por 18% dos indivíduos do sexo masculino e por 24% dos indivíduos do sexo feminino, sendo estes valores percentuais semelhantes aos verificados anteriormente por outros autores em estudos realizados na década de oitenta e nos primeiros 3 anos da década de noventa.

De notar que o diagnóstico subjectivo de boca seca não permite identificar, necessariamente, os indivíduos com uma redução do fluxo salivar.

A correlação entre a xerostomia e o fluxo salivar apenas foi claramente evidenciada nos indivíduos mais novos.

Nos indivíduos mais idosos, as taxas de fluxo salivar nos participantes no estudo que referiram xerostomia eram idênticos às daqueles que a não referiram.

Os autores verificaram que o fluxo salivar em relação com a saliva não estimulada e com a saliva estimulada diminui à medida que a idade aumenta, especialmente entre as mulheres, não sendo esta observação consistente com os dados fornecidos por outros autores.

Neste estudo, a xerostomia foi associada com diversos parâmetros, designadamente: uso de medicação com efeitos colaterais xerostomizantes, dificuldade com alimentos secos, lábios gretados, olhos secos, dificuldade de engolir e, principalmente entre os indivíduos do sexo masculino, hábitos tabágicos.

Os resultados da investigação indicam uma tendência para taxas de fluxo salivar mais baixas nos indivíduos idosos, particularmente em relação à saliva estimulada.

Em relação ao grupo de participantes mais novos, uma tendência para taxas de fluxo salivar mais baixas foi verificada naqueles que referiram sensação de boca seca e não nos que a não referiram.

Esta tendência não foi evidenciada nos participantes idosos, o que faz presumir que as pessoas mais jovens têm maior tendência para experimentarem os sintomas de boca seca quando o fluxo salivar é baixo.

As pessoas idosas relacionam, em geral, os sintomas de boca seca com uma constelação de factores em que o fluxo salivar é apenas um dos componentes.

Conheça 13 Possíveis Causas da Boca Seca, e o que fazer

Os autores concluem o seu artigo referindo que se torna necessário que as investigações prossigam para que se possa seguramente concluir quanto à existência de inter-relações entre a presença de xerostomia, a idade, o uso de medicação e as alterações do fluxo salivar, o que constituirá um passo importante para a compreensão da história natural da xerostomia.

• Billings RJ, Proskin HM, Moss EM. Xerostomia and associated factors in a community-dwelling population. Community Dent Oral Epidemiol 1996; 24: 312-6.

A xerostomia é uma sensação de boca seca quase sempre relacionada com uma diminuição acentuada do fluxo salivar e que, em geral, contribui para uma diminuição drástica da qualidade de vida.

Xerostomia – Uma situação clinica com uma etiologia

Neste artigo, referem-se os resultados duma investigação que incidiu sobre 100 doentes com xerostomia e que teve como objectivo averiguar os factores etiológicos responsáveis.

Após ter sido obtida uma história clínica circunstanciada para cada um dos doentes, estes foram submetidos a diversos exames (determinação do fluxo salivar, e exames hematológico, bioquímico e imunológico).

Os casos suspeitos de Síndrome de Sjogren foram também examinados por reumatologistas e oftalmologistas. Dos 100 doentes estudados, verificou-se evidência objectiva da hipofunção das glândulas salivares em 39.

Um diagnóstico definitivo do Síndrome de Sjogren primário e secundário foi feito em 24 e 15 doentes, respectivamente. Posteriormente, verificou-se a possibilidade de existirem mais 5 casos de Síndrome de Sjogren. Em relação aos restantes casos, averiguou-se a seguinte etiologia:

  • – diabetes não diagnosticada (3);
  • – xerostomia induzida por fármacos (11);
  • – terapêutica por irradiação (3);
  • – xerostomia relacionada com alcoolismo (3);
  • – origem psicogénica (15) e
  • – xerostomia idiopática (21).

Os autores salientam que os doentes com queixas de xerostomia devem sempre ser investigados em relação a sintomas não orais. Em relação aos doentes estudados (n=100), 40% dos que se queixavam de boca seca eram portadores do Síndrome de Sjogren.

• Field EA, Longman LP et al. The establishment of a xerostomia clinic: a prospective study. Br J Oral Maxillofac Surg 1997; 35(2): 96-103.

Xerostomia – Resultados de um estudo prospectivo

A xerostomia é uma situação clínica caracterizada por uma sensação de boca seca, relativamente comum, que interfere negativamente com a fisiologia oral e que é um factor etiológico importante de diversas alterações das estruturas dentárias e mucosas.

A etiologia da xerostomia clínica nem sempre é fácil de reconhecer, o que, obviamente, contribui para uma certa dificuldade do seu controlo e da prevenção das suas consequências.

Os autores deste artigo investigaram os factores etiológicos da xerostomia em 100 doentes que apresentavam queixas de sensação de boca seca. Os doentes foram detalhadamente estudados quanto à sua história clínica, tendo sido feita sialografia, análises hematológicas e bioquímicas e ainda investigação imunológica.

Nos casos em que havia suspeitas do Síndrome de Sjogren, os doentes foram também observados por um reumatologista e por um oftalmologista. Hipofunção das glândulas salivares foi evidenciada objectivamente em 39 dos doentes.

Um diagnóstico definitivo do Síndrome de Sjogren, primário ou secundário, foi feito em 24 e 15 doentes, respectivamente, e, em relação a mais cinco casos, presumiu-se também um Síndrome de Sjogren primário.

Outras causas de xerostomia foram averiguadas: diabetes não diagnosticada (3 casos); xerostomia causada por fármacos (11 casos); por irradiação (3 casos); em relação com o consumo de álcool (3 casos); xerostomia de origem psicológica (15 casos) e idiopática (21 casos).

Referem os autores que os doentes que se queixam de xerostomia devem ser questionados sobre a existência ou não de sintomas orais. No total dos doentes observados pelos autores, 40% dos doentes com xerostomia eram portadores do Síndrome de Sjögren.

• Field EA, Longman LP et al. The establishment of a Xerostomia clinic: a prospective study. Br J Oral Maxillofac Surg 1997; 35(2): 96-103.

XeroLacer para a xerostomia

Um recente produto de investigação Lacer, representado em Portugal pelos Laboratórios Alter, foi apresentado como o único cuidado oral diário que permite tratar eficazmente a xerostomia, o problema do doente com boca seca, causada por stress, depressão, Síndrome de Sjögren, diabetes, álcool e o efeito de algumas classes de medicamentos.

O XeroLacer trata a xerostomia, restabelecendo as propriedades da saliva, quer através da acção de estimulantes salivares (ácido cítrico e citrato de sódio), produzindo um aumento temporal do fluxo, quer através de substitutos salivares (complexo de sais minerais com cloretos e fosfatos) os quais favorecem o equilíbrio iónico da saliva.

Além de proteger dentes e gengivas (tem flúor e vitamina E) e preservar o esmalte, o XeroLacer é ideal para a prevenção e controlo das afecções buco-dentárias, provocadas pela diminuição do fluxo salivar, especialmente em diabéticos e idosos.

Quer a pasta dentífrica (75 ml), quer o colutório de XeroLacer (500 ml) têm fórmulas patenteadas.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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  1. PRECISO DE ARTIGOS PARA FAZER MEU TCC

    TEMA : XEROSTOMIA MEDICAMENTOSA

    Se puder me enviar por email… fico agradecida

    5927-3799

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