Zé Pedro (Xutos e Pontapés)

José Pedro Amaro dos Santos Reis, conhecido no mundo da música apenas como Zé Pedro, nasceu a 13 de Setembro de 1956, em Lisboa.

Zé Pedro Antes e Depois e Biografia

Os Xutos & Pontapés surgiram na sequência de um anúncio publicado na revista música e som, por Zé Pedro. O referido anúncio versava apenas: “Baterista e baixista precisam-se para grupo punk”.

Pedro Ayres, um amigo de Zé Pedro havia fundado os Faísca, a primeira banda de punk-rock português, que curiosamente, ensaiava na garagem da sua família. Em jeito de picardia, Pedro Ayres desafiava constantemente Zé Pedro, para que este formasse uma banda.

Nessa altura Zé Pedro já conhecia Zé Leonel, que tinha namorado com uma das suas irmãs. Ao anúncio, respondeu um baterista, o Kalú. Surgiria depois o quatro elemento, o Tim, através da nova namorada de Zé Leonel.

Assim, a primeira formação do grupo contava com Zé Leonel (voz), Tim (baixo), Zé Pedro (guitarra) e Kalú (bateria).

Não adotaram imediatamente o nome de Xutos & Pontapés, tendo usado nos primeiros tempos, os nomes “Delirium Tremens” e “Beijinhos e Parabéns”. Contudo, nunca chegaram a usar estes nomes em concerto.

O primeiro concerto da banda ocorreu no dia 13 de Janeiro de 1979, na sala Alunos de Apolo, em Lisboa. Na ocasião, o grupo já usou o nome Xutos & Pontapés. Comemoravam-se os “25 anos do Rock and Roll” e os Xutos puderam tocar quatro músicas. Refira-se que o primeiro concerto dos Xutos, coincidiu com a última atuação dos Faísca.

Pouco tempo depois, ocorreu a primeira alteração na formação do grupo. Zé Leonel, a braços com o consumo excessivo de drogas, abandonou o grupo. Entrou de seguida o guitarrista Francis, passando Tim a ser o vocalista.

Pela mão de António Sérgio e da editora Rotações, foram então gravados os primeiros singles do grupo. Em Abril de 1982, os Xutos iniciaram a gravação do seu primeiro álbum, intitulado “1978-1982”. Tratava-se na verdade da compilação dos temas produzidos durante esse período temporal.

Em 1985, já com João Cabeleira na formação, os Xutos lançaram o álbum “Cerco”, do qual faziam parte músicas como “Barcos gregos” e “Homem do leme”.

Seguiram-se dois álbuns que catapultaram de vez os Xutos & Pontapés para a fama, “Circo de Feras” em 1987 e “88”, em 1988. Músicas como “Contentores”, “Não sou o único”, “N’América”, “A minha casinha”, “À minha maneira”, “Para ti Maria”, constituíram autênticos fenómenos nacionais e tornaram-se marcos na carreira do grupo.

Nesta altura, Zé Pedro já era visto como uma das faces mais mediáticas do agrupamento, ultrapassando para muitos, o vocalista Tim no que ao carisma diz respeito.

A década de 90, começou com o álbum “Gritos mudos”, que suscitou reações negativas da parte da crítica e dos fãs.

Seguiu-se um período de complicado no seio do grupo e os seus elementos resolveram seguir outros projetos. Neste período, Zé Pedro e Kalú resolveram abrir o bar Johnny Guitar, que se tornou um marco na música ao vivo. Situado na Calçada Marquês de Abrantes, em Lisboa, o Johnny Guitar recebeu mais de 500 concertos entre 1990 e 1994. O espaço foi obrigado a encerrar em 1996, devido ao excesso de ruído.

Também nessa altura, Zé Pedro e Kalú juntaram-se à banda de Jorge Palma, a Palma’s Band, da qual também fizeram parte Flak e Alex, que haviam integrado os Rádio Macau.

Em 1999, iniciaram uma turné, intitulada XX Anos Ao Vivo, em jeito de comemoração dos 20 anos do grupo. Os 80 concertos efetuados serviram para relançar a banda.

Em 2004, Zé Pedro e os restantes membros dos Xutos & Pontapés receberam a Ordem de Mérito, atribuída pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.

No mesmo ano, Zé Pedro estreou-se como ator, representado o papel de um recluso foragido, no filme “Sorte Nula”.

Em 2007, foi lançada a sua biografia, intitulada “Não Sou o Único”. A escritora foi Helena Reis, uma das suas irmãs.

Em Maio de 2011, Zé Pedro foi internado para receber um transplante de fígado, depois de ter estado algum tempo em lista de espera. A própria banda deu conta da situação, através de um comunicado público.

A pedido do próprio Zé Pedro, a banda manteve toda a atividade, no decorrer do seu processo de internamento e recuperação. Para esse efeito, o guitarrista foi substituído temporariamente por Tó Zé, antigo membro dos Ramp.

É necessário frisar, que nesta altura, Zé Pedro já assumira publicamente ter problemas de saúde, que resultaram do consumo excessivo de álcool e de drogas, durante um largo período de tempo. O guitarrista tentou tornar-se um exemplo, sensibilizando os jovens para o perigo de uma vida de excessos.

Três semanas após ter dado entrada no hospital, o músico recebeu finalmente o transplante de fígado. A operação e a posterior recuperação correu bem e sensivelmente um mês depois, a 7 de Julho, Zé Pedro voltou aos palcos, no festival Optimus Alive.

Já em 2012, Zé Pedro juntou-se a quatro conhecidos músicos, formando assim os Ladrões do Tempo. Os seus companheiros nessa aventura são: Tó Trips e Pedro Gonçalves (Dead Combo), Samuel Palitos (A Naifa), Paulo Franco (Dapunksportif). Este agrupamento experimental estreou-se no Mexefest, no Porto e tocou posteriormente a 19 de Abril, no festival “Lisboa, Capital, República, Popular!”, realizado no conhecido espaço Musicbox.

Atualmente, para além deste projeto paralelo e continuar a tocar com os Xutos & Pontapés, Zé Pedro também é Dj, mantendo a sua faceta noctívaga bem viva.

O músico mantém ainda uma rubrica na rádio Radar Lisboa, intitulada Zé Pedro Rock & Roll, que é transmitida diariamente, em vários horários e ao Domingo, no formato de compacto.

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Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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